Pompeo diz que EUA são o país que mais faz por África e aponta falhas à OMS

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O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, afirmou hoje que os EUA são o país que mais contribui para África e negou a retirada de apoios à saúde, reiterando, no entanto, as críticas à Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Presidente norte-americano, Donald Trump suspendeu, este mês, o financiamento para a OMS, acusando esta organização de má gestão da pandemia de covid-19 e de favorecer a China, críticas reiteradas hoje pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, que numa entrevista telefónica, apontou as “falhas” da organização.

“A nossa visão sobre as falhas da OMS está à vista de todos. Podemos ver como a pandemia de covid-19, que ao início estava em Wuhan, na China, agora espalhou-se até África”, declarou numa entrevista com jornalistas internacionais.

Segundo Pompeo, Trump “foi muito claro”, pois o objetivo é fazer com que o dinheiro chegue ao sítio certo.

“Não estamos a reduzir o nosso contributo para os sistemas de saúde mundiais, estou até confiante de que vamos aumentar esse valor, mas temos de ter a certeza de que faz parte de uma instituição multilateral que funciona e que, realmente, consegue chegar a bons resultados para as pessoas em alguns dos países mais pobres do mundo”, disse.

Para Mike Pompeo, quando uma instituição multilateral falha na sua missão primordial, que é assegurar o acesso a informação precisa e atempada “para tomar boas decisões e parar a propagação” do vírus, há uma responsabilidade das nações que devem usar os seus recursos para que “tudo fique bem”.

“E é isso que vamos fazer, não vamos reduzir o apoio às missões em que estamos empenhados há 20 anos em África”, garantiu, estimando que o investimento norte-americano no continente africano ascende a cerca de 60 mil milhões de dólares (cerca de 55 mil milhões de euros), um valor que diz ser “incomparável” ao de qualquer outro país.

“Quando oiço jornalistas a dizerem que vamos retirar fundos, não podiam estar mais longe da verdade”, realçou, acrescentando que, em termos financeiros e de apoio técnico, “os Estados Unidos estão a fazer as coisas certas pela saúde em todo o mundo de uma maneira que nenhum outro país já fez ou fará”.

Questionado sobre a razão das conversas em África se focarem no apoio dado pela OMS, os chineses ou os médicos cubanos, enquanto as informações relativas aos Estados Unidos falarem sobre a retirada de verbas à OMS e os comentários do Presidente Trump sugerindo que se estudasse o uso de desinfetante para matar o vírus causador da covid-19, Mike Pompeo considerou que a perceção dos factos está distorcida.

“Preocupa-me quando as pessoas têm uma perceção errada dos factos. As pessoas têm de avaliar os factos”, disse Pompeo, garantindo que a ajuda norte-americana é “incomparável” não só no que diz respeito à covid-19, mas noutros aspetos ligados à saúde.

“Se existe uma perceção distorcida é importante que seja corrigida e espero que os países africanos percebam os factos”, sublinhou.

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