Uma centena de pessoas presas em manifestação anti-confinamento na Alemanha

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Uma centena de pessoas foram hoje presas em Berlim por não respeitarem as regras de distanciamento social, à margem de uma manifestação contra as medidas anti-coronavirus que reuniram cerca de mil pessoas, segundo a polícia.

 Estas manifestações são organizadas, desde o final de março, na Praça Rosa Luxemburg, na capital alemã, por um grupo heterogéneo batizado de “Resistência Democrática” que vê nas medidas de confinamento decididas pelo Governo o início de um regime autoritário no país ou um atentado ilegal à liberdade individual.

 Hoje, várias centenas de manifestantes próximos, principalmente, da extrema esquerda, mas também de uma certa direita identitária, grupos de conspiração ou militantes anti-vacinas juntaram-se, ou tentaram fazê-lo, antes da intervenção da polícia.

 A polícia alemã ergueu várias barreiras ao redor da praça, mas os participantes acabaram por ir para as ruas vizinhas à praça.

 O grupo “não compactua com as regras” impostas pelo Governo para travar a propagação da pandemia do novo coronavirus, como explicou à polícia, através da rede social ‘Twitter’, quando lhes foi pedido para dispersar.

 Nas ‘t-shirts’ de alguns participantes liam-se acusações à chanceler Angela Merkel tais como: “Estamos interditos de viver” ou “liberdade” e ainda em alguns cartazes frases como “já decidi o que penso e digo-o alto e em bom som”.

 Outros cartazes ostentavam ainda: “Nunca mais o fascismo e a guerra” ou “parem os lóbis farmacêuticos”.

 Os manifestantes não tinham autorização para a manifestação, uma vez que as restrições impostas pelo Governo proíbem o aglomerado igual ou superior a 20 pessoas em Berlim.

 Na página da internet, a organização exige especificamente “o fim do estado de emergência” e a minimização do perigo do vírus.

 A oposição ao confinamento está, de forma gradual, a ganhar força, tal como em outros países, apesar de a chanceler Angela Merkel estar a ver a sua popularidade a crescer pela forma como geriu a crise sanitária aprovada pela grande maioria dos cidadãos.

 Esta oposição é liderada, em particular, pela extrema direita alemã, principal força à oposição da câmara dos deputados.

 L’Alternative pour l’Allemagne (AfD) considera que o Governo está a exagerar no risco da pandemia e exige a abertura imediata de todo o comércio.

 Ainda não estão contabilizadas as sondagens com estas reivindicações, mas espera-se um aumento progressivo no descontentamento da população quanto às consequências económicas e sociais ligadas ao confinamento.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, mais de 200 mil pessoas já morreram em todo o mundo, desde dezembro, devido à pandemia da covid-19, das quais 90% na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo dados recolhidos até às 19:00 TMG (Tempo Médio de Greenwich), 20:00 em Luanda, de hoje, registaram-se 200.736 mortes em todo o mundo (num total de 2.864.071 casos), das quais 122.171 na Europa (em 1.360.314 casos), o continente mais afetado.

Seguem-se os Estados Unidos, com 53.070 mortes, Itália, com 26.384, Espanha, com 22.902, França, com 22.614, e o Reino Unido, com 20.319.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.