Moradores da centralidade do Lobito exigem abastecimento regular de água

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O fornecimento irregular de água canalizada na centralidade do Lobito, província de Benguela, tem criado enormes transtornos aos seus moradores, desde a abertura desta urbanidade, há mais de um ano, pelo que exigem uma solução definitiva para o problema.

Segundo apurou hoje (sábado) a Angop, muitos cidadãos ponderam abandonar a centralidade e voltar às suas zonas de origem, em função da situação que os obriga muitas vezes a comprar o líquido em camiões cisternas e pagar pelo transporte.

Mauro Correia, residente na centralidade há cerca de cinco meses, revelou que das poucas vezes que viu água a jorrar nas torneiras de sua casa não foi o dia completo. Em consequência disso, viu-se obrigado a encher todos os recipientes para garantir o líquido para a semana seguinte.

“Nos dias em que corre água não dura mais do que duas horas. Nos prédios de dois andares a água não passa dos apartamentos do rés-do-chão”, lamentou.

Outro morador que também vive naquela centralidade, há cerca de quatro meses, afirmou que estes dias têm beneficiado do fornecimento grátis de água por via da administração da centralidade, através de camiões cisternas para aliviar a carência, mas também não é regular.

Maria Horácio também é moradora na centralidade há cinco meses e disse que, como ela, muitos vizinhos ponderam abandonar as suas residências.

“Tem sido uma vida muito difícil, em função da falta de água. Muitas vezes ficamos uma ou duas semanas sem água e assim não dá, pois, água é vida”, desabafou.

Na mesma senda, disse que há blocos onde a água jorra apenas nalgumas casas e mesmo assim sem muita pressão.

Sobre esta temática,  o director comercial da Empresa de Água e Saneamento do Lobito (EASL), Hermenegildo Santos,  esclareceu que o equipamento em uso pela empresa, não é compatível com o nível de crescimento da cidade.

Como alternativa, a empresa implementou o plano de gestão de manobras que consiste no abastecimento por zonas, durante seis horas, insuficientes em relação a casas que estão numa elevação de cerca de 400 metros, como é o caso da centralidade e alguns bairros da zona alta.

“A solução para a produção e distribuição da água a cidade do Lobito, passa por investir em equipamentos novos, como bombas, condutas, geradores para as Estações de Tratamento, entre outros”, sublinhou o gestor.

Lembrou, no entanto, que a EASL não beneficia de um investimento de grande envergadura, desde 2012.

A centralidade do Lobito alberga 856 vivendas e 2.144 apartamentos, divididos pelos aglomerados A, B, C, D e F. Relativamente ao fornecimento de energia eléctrica, os moradores são unânimes em afirmar que não existe problema.

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