Perto de 98.000 postos de trabalho em risco no setor dos transportes

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Perto de 98 mil trabalhadores do setor dos transportes público e privado angolano deverão perder os postos de trabalho, devido ao impacto do novo coronavírus, maioritariamente do subsetor rodoviário, estimou o Ministério dos Transportes.

A estimativa preliminar sobre a perda de rendimentos e empregos no setor, consultada hoje pela Lusa, vem expressa num estudo sobre o “Impacto Económico da Covid-19 e Oportunidades de Transformação”, elaborado pelo Ministério dos Transportes.

Segundo o documento, o setor empresarial do Estado representa 07% dos empregos, o setor privado formal 37% e os restantes 56% representam o setor informal, pelo que o subsetor rodoviário “sofrerá maior impacto em termos absolutos”.

Para o órgão ministerial que superintende os transportes em Angola, não obstante o cenário que se apresenta para o subsetor rodoviário, “o impacto estrutural e a redução relativa deverá ser mais significativa no subsetor da aviação civil”.

O estudo aponta que o subsetor da aviação civil conta com 5.542 trabalhadores do setor empresarial público e privado registados na segurança social, e desse universo estima uma potencial perda de 3.048 postos de trabalho.

A nível do subsetor marítimo e portuário estão registados na segurança social 3.217 trabalhadores, estimando-se que operam nele 3.782 trabalhadores e a perda de 2.082 postos de trabalho.

De acordo com o estudo, no domínio ferroviário estão contabilizados 3.766 funcionários e 2.071 postos de trabalho deverão ser perdidos enquanto durar a pandemia de covid-19.

Já a nível do subsetor rodoviário público e privado, num universo de 164.040, estão registados na segurança social 65.616 e pelo menos 90.222 postos de trabalho devem ser perdidos.

O setor empresarial público dos transportes, segundo o ministério, conta com 13.178, nomeadamente 3.350 na transportadora área TAAG, 1.196 na Sociedade Gestora de Aeroportos (SGA), 2.417 em empresas portuárias e nos caminhos-de-ferro estão contabilizados 3.766 funcionários.

A transportadora rodoviária TCUL conta com 1.736 trabalhadores e a Unicargas com 713.

Angola regista já 25 casos positivos do novo coronavírus, nomeadamente 16 casos ativos, seis recuperados e dois óbitos e cumpre hoje o décimo terceira dia da segunda fase do estado de emergência que visa contar a propagação da covid-19.

A primeira fase do estado de emergência no país decorreu entre 27 de março e 10 de abril.

O período de estado de emergência, “já com aligeiramento das medidas, deve ser prorrogado para mais 15 dias, entre 26 de abril e 10 de maio.

Entre as medidas de mitigação, o Ministério dos Transportes defende a criação de um Fundo de Investimento para o Desenvolvimento de Infraestruturas com base nas “receitas de monetização de ativos estruturantes e de prémios de contratos de concessões de exploração”.

O departamento ministerial estimou, na segunda-feira, que o setor regista perdas de receitas que ascendem aos 1.000 milhões de dólares (920,4 milhões de euros), devido à covid-19, e que as empresas necessitam de mais de 200 milhões de dólares para tesouraria.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou perto de 184 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.