Guiné-Bissau está a enfrentar grave crise socioeconómica e humanitária — Sissoco Embaló

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O general Umaro Sissoco Embaló afirmou hoje que a Guiné-Bissau está a enfrentar uma “grave crise” socioeconómica e humanitária devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Na intervenção feita na reunião virtual de chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que o reconheceu hoje como Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló disse que a Guiné-Bissau, à “semelhança dos demais países da sub-região, está a enfrentar uma grave crise socioeconómica e humanitária em consequência da propagação do coronavírus.

“Por isso, urge tomar medidas estratégicas para diminuir os impactos negativos e reerguer a nossa economia”, salientou, na declaração proferida na reunião.

Segundo o general guineense, os efeitos da pandemia estão a ter um “impacto negativo na economia”, salientando que a campanha de comercialização da castanha de caju, do qual depende a economia guineense, está parada.

“É o principal produto de exportação do país e as medidas de restrição não permitem a sua colheita e comercialização em pleno”, salientou.

Mais de 80% da população do país depende direta ou indiretamente da comercialização da castanha de caju.

No âmbito do combate à covid-19, as autoridades guineenses encerraram as fronteiras aérea, terrestre e marítima, declararam o estado de emergência, até 26 de abril, e aplicaram uma série de medidas, que incluem a paralisação dos transportes urbanos e interurbanos, encerramento de serviços não essenciais e a restrições à circulação de pessoas, que só pode ser feita entre as 07:00 e as 12:00.

“Devido às medidas de contenção da propagação da pandemia, a maioria das famílias não terá o único rendimento anual que lhes permita viver ao longo do ano”, disse na reunião.

A Guiné-Bissau tem 52 casos confirmados da covid-19, dos quais três recuperaram.

A CEDEAO emitiu hoje um comunicado no qual reconhece Umaro Sissoco Embaló como Presidente da Guiné-Bissau, mas pede a nomeação de um novo Governo até 22 de maio e a realização de uma revisão da Constituição do país, que depois será sujeita a referendo num prazo de seis meses.

Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das presidenciais pela Comissão Nacional de Eleições, autoproclamou-se Presidente do país em fevereiro quando decorria no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pelo candidato Domingos Simões Pereira.

Na sequência da sua tomada de posse, demitiu Aristides Gomes do cargo de chefe do Governo, saído das legislativas de 10 de março, e nomeou Nuno Nabian para o cargo de primeiro-ministro, bem como um novo Governo, que acabou por assumir o poder com o apoio dos militares.

Os principais parceiros internacionais da Guiné-Bissau apelaram a uma resolução da crise com base na lei e na Constituição do país, sublinhando a importância de ser conhecida uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre o recurso de contencioso eleitoral.

O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país, declarado no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.

Lusa

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