Governante angolano realça desafios na concretização do estado de emergência

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O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República lembrou que, ao contrário do passado, quando o “ribombar das bombas” colocava as pessoas em emergência natural, a ameaça do novo coronavírus apresenta novos desafios.

“Nós estávamos habituados a um outro mecanismo — [é] uma experiência nova – em que o ribombar das bombas colocava-nos em emergência natural, não era necessário mobilizar absolutamente ninguém, não era necessário decretos, as pessoas sabiam que tinham que ir para o abrigo, e é lá que oravam, se é que tinham tempo para orar, é lá que faziam tudo em respeito à sua própria vida”, recordou Pedro Sebastião, aludindo ao tempo em que Angola esteve em guerra, por mais de três décadas.

O governante respondia na Assembleia Nacional à preocupação levantada pelos grupos parlamentares, antes da aprovação do projeto de resolução que autorizou a prorrogação por mais 15 dias do estado de emergência em Angola, no âmbito das medidas de prevenção e combate à covid-19, que já provocou no país duas mortes, em 25 casos positivos.

Pedro Sebastião recordou os esforços feitos pelas autoridades, no sentido de se colocar a polícia e as forças armadas nas ruas.

Segundo o também coordenador da comissão intersetorial de combate à covid-19, o executivo está a fazer a sua parte para a salvaguarda da vida humana.

“Alguns deputados colocaram algumas insuficiências que veem aqui e acolá, devo recordar que Roma e Pavia não foram construídas no mesmo dia. Hoje estamos menos despreparados que ontem, ou melhor, hoje estamos mais preparados para fazer face àquilo que hoje temos diante de nós”, frisou.

O ministro indicou o empenho do Governo para capacitar recursos humanos, trazer para o país recursos materiais, preparar hospitais, no sentido de poder responder, “não só em tempo, mas, sobretudo, em forma, aos desafios perante a ameaça que constitui a covid-19”.

De acordo com o governante, os médicos expatriados que chegaram ao país não se destinam apenas para tratar de cuidados primários, mas também para dar formação.

O Governo angolano, acrescentou Pedro Sebastião, tem estado a trabalhar com o sistema da Organização das Nações Unidas, que reconhecem “o trabalho meritório que se está a fazer por ocasião deste período menos bom que o mundo está a viver”.

“Ignorar isso é, no mínimo, tentarmos tapar o sol com a peneira. Todos os dias, vamos acrescentando algo mais nesse esforço, que se pretende de todos, no sentido de aquilo que nós vamos assistindo em outras paragens não nos bata à porta”, expressou.

Sobre a preocupação com o funcionamento dos mercados levantada pelos deputados, Pedro Sebastião recordou que se está em tempo de emergência e o Governo criou mecanismos para que o cidadão possa ir abastecer-se.

“[O objetivo] é não permanecer no mercado, é ir abastecer-se e regressar a casa. Estão consagrados três dias da semana, com um horário que alguns deputados colocam à consideração se devíamos ou não alargar. Tomamos nota desta preocupação”, referiu.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou perto de 184 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Cerca de 700 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

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