Estado com mais casos no Brasil começa a reabrir economia a 11 de maio

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São Paulo, o estado mais atingido pelo novo coronavírus no Brasil, prevê começar a reabrir gradualmente a sua economia a partir de 11 de maio, anunciou hoje o governador, embora sem detalhar quais serão as medidas.

“A partir do dia 11, de forma gradual, heterogénea e segura, faremos a abertura da economia do estado de São Paulo. (…) Vamos levar em conta situações locais, regionais e setores que possam retornar à economia com as devidas medidas de proteção”, afirmou João Doria, governador de São Paulo, numa conferência de imprensa.

O governador do estado mais populoso do Brasil, com cerca de 46 milhões de habitantes, disse que a reabertura das atividades económicas terá em consideração vários fatores, incluindo o sistema de saúde e a situação específica de cada cidade ou região.

“Não estamos anunciando que no dia 11 de maio nós não teremos nenhuma quarentena. Teremos o Plano São Paulo, flexível, amparado sempre na ciência, na medicina, nas questões regionais, em dados analíticos e também na economia”, declarou Doria.

São Paulo mantém fechados todos os estabelecimentos comerciais não essenciais e é o epicentro da pandemia no Brasil, somando 1.093 mortes e 15.385 casos confirmados do novo coronavírus até esta terça-feira.

Em todo o país, foram registadas 2.741 mortes e 43.079 infeções desde que o primeiro caso da doença foi detetado em 26 de fevereiro, de acordo com o último balanço oficial do Ministério da Saúde.

Doria mencionou que as restrições adotadas desde 24 de março não paralisaram a economia do estado porque 74% de toda a estrutura económica permaneceu ativa.

O governador frisou que as medidas de isolamento social não atingiram setores como indústria, agronegócio, construção civil, telecomunicações e energia.

Doria mantém um confronto público com o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, já que os dois divergem sobre as medidas de isolamento social e a sua eficácia para conter a disseminação da covid-19.

O governador é favorável ao fecho do comércio, das atividades e serviços não essenciais, enquanto o chefe de Estado já manifestou severas críticas a este tipo de ação, apontando efeitos muito negativos para a economia do país.

Doria e Bolsonaro foram aliados nas últimas eleições. O governador ‘paulista’ vinculou a sua campanha política à campanha de Bolsonaro, criando o ‘slogan’ para o chamado voto ‘Bolso-Doria’, mas os líderes distanciaram-se depois das eleições principalmente porque o governador tem procurado apoios para tentar disputar as próximas eleições presidenciais, em 2022.

Os apoiantes de Bolsonaro no estado de São Paulo têm protestado nas últimas semanas em caravanas de carro que chegaram a paralisar uma avenida em frente ao hospital Emílio Ribas, referência no tratamento da covid-19.

No último fim de semana, apoiantes do Presidente brasileiro executaram uma onda de manifestos contra a quarentena e exigiram o retorno ao trabalho, apesar do aumento diário de casos em São Paulo.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 179 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 583 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

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