Inteligência americana acredita na possibilidade do coronavírus ter escapado de um laboratório chinês

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Embora, logo no início da pandemia os Estados Unidos tivessem negado à possibilidade de o coronavírus ser uma arma biológica sintetizada, estão neste momento a investigar a possibilidade de a pandemia ter sido desencadeada por um acidente num centro de pesquisa e não por uma infeção em mercado de animais vivos, de acordo com alguns órgãos de informação norte-americanas como a Yahoo News (que foi a primeira a noticiar este fato) e a CNN.

O governo norte-americano não descarta, entre outras, a possibilidade de o processo de contaminação do novo coronavírus para humanos ter começado num laboratório chinês.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump alertou, no sábado, a China para as possíveis consequências se for provado que este país foi “conscientemente responsável” pela pandemia da covid-19.

Por sua vez, depois de França e o Reino Unido terem igualmente manifestado suspeitas quanto à informação disponibilizada pela China, a chanceler alemã, Angela Merkel, apelou, nesta segunda-feira, ao Governo chinês para ser transparente relativamente “à génese” do novo coronavírus.

Cientistas nos EUA e em outros lugares do mundo determinaram que a nova cepa do coronavírus descoberta na China em dezembro é, como sustentaram as autoridades chinesas, de origem natural, mas eles acreditam que o seu caminho para a infeção humana pode ter começado num laboratório em Wuhan.

Essa teoria é sustentada em parte pelo facto de os cientistas não rastrearam a exposição inicial de volta a nenhum animal específico.

O fato das autoridades chinesas terem sido muito rápidas em vincular a origem da doença a animais infetados no Mercado de Frutos do Mar de Wuhan, que foi formalmente fechado a 1 de janeiro.

A falta de informações vindas da China. As rápidas negações de envolvimento de Pequim e a decisão de identificar imediatamente o mercado de frutos-do-mar de Wuhan como a fonte.

O fato de alguns dos primeiros casos de covid-19 não estarem ligados ao mercado e existirem várias instituições de pesquisa importantes em Wuhan, onde são estudadas doenças infecciosas, incluindo o Laboratório Nacional de Biossegurança de Wuhan, o primeiro laboratório reconhecido publicamente como sendo um com os mais altos padrões de biossegurança.

O Chefe de Estado Maior do exército americano, Mark Milley, confirmou na quinta-feira passada que os serviços de inteligência americano estão “vigorosamente a investigar” se o novo coronavírus teve ou não sua origem no laboratório, escreve a CNN.

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, negou, na terça-feira passada, as acusações levantadas pelos Estados Unidos alegando que não há evidências cientifícas que comprovam que o vírus teve origem num laboratório.

Caricatamente, é o mesmo responsável chinês que no mês passado acusou os exército dos Estados Unidos de terem disseminado o novo coronavírus em Wuhan.

“Seja transparente! Divulgue os seus dados! Os Estados Unidos nos devem uma explicação!”, escreveu Zhao Lijian na sua página na rede social Twitter.

Consequências

A China tem todo interesse em fazer com que nunca se saiba a verdadeira origem do novo coronavírus porque se for comprovado que a contaminação teve origem num dos laboratórios em Wuhan, O gigante asiático pode ser responsabilizado financeiramente por todos os dados causados pela pandemia.

No princípio deste mês o grupo de advogados americanos abriu um processo judicial contra a China exigindo 20 triliões de dólares pelos danos causados pelo novo coronavírus, alegando que é uma arma biológica criada pelo governo chinês.

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