Casos de coronavírus em África podem atingir 10 milhões em seis meses – OMS

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Os casos de coronavírus em África podem subir para 10 milhões dentro de três a seis meses, de acordo como o modelo de cálculo matemático provisório apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estes dados foram avançados pelo chefe de operações de emergência da OMS em África, Michel Yao, nesta quarta-feira, numa conferência de imprensa por videoconferência.

De acordo com Michel Yao, é uma projeção provisória que poe mudar. As previsões de pior caso para o surto de Ebola não se tornaram realidade porque as pessoas mudaram o seu comportamento com o tempo, disse.

“Isso ainda precisa ser ajustado”, disse Yao.

“É difícil fazer uma estimativa a longo prazo, porque o contexto pode mudar e, se as medidas de saúde pública adotadas forem na sua totalidade, implementadas, poderão ter um impacto significativo”.

Uma pesquisa realizada pela Imperial College London, estima que 300.000 pessoas em África podem a vir morrer como consequência do novo coronavírus.

No pior cenário, sem intervenções contra o vírus, a África pode ter 3,3 milhões de mortes e 1,2 bilhão de infetados, disse o relatório da Comissão Económica da ONU para a África.

Segundo os dados mais recentes, foram registados no continente africano, até ao momento, 20.577 casos confirmados contaminação com COVID-19 e 1.052 mortes – poucos em comparação com outras regiões.

Mas teme-se que os números possam aumentar e sobrecarregar os serviços de saúde já muito debilitados.

“Estamos preocupados porque o vírus continue a se espalhar geograficamente, dentro dos países”, disse Matshidiso Moeti, diretor regional da OMS em África.

“Os números continuam a aumentar a cada dia.”

O número de casos na África do Sul, o país mais afetado do continente, diminuíram após o início de um estrito bloqueio, mas noutros países – como Burkina Faso, República Democrática do Congo e Argélia – houve fatalidades acima da média.

A OMS está a trabalhar com as autoridades locais para melhorar o atendimento ao paciente e reduzir as mortes, disse Moeti.

Moeti alerta que a retirada do financiamento dos Estados Unidos pelo presidente Donald Trump à OMS poderia prejudicar não apenas a luta contra o coronavírus, mas também contra outros assassinos, como a poliomielite, o HIV e a malária.

“O impacto desta decisão será bastante significativo em áreas como a erradicação da poliomielite”, onde a África estava perto de ser declarada livre da poliomielite, disse Moeti.

Trump acusou, na terça-feira, a OMS com sede em Genebra, de promover a “desinformação” chinesa sobre o coronavírus, dizendo que isso provavelmente piorou o surto.

Mais de dois milhões de pessoas foram infetadas globalmente, sendo EUA o país com o maior número de casos.

Washington é o maior doador da OMS, organização das Nações Unidas que tem como objetivo lidar com doenças específicas e também fortalecer os sistemas nacionais de saúde.

Os EUA contribuíram com mais de 400 milhões dólares a OMS em 2019, aproximadamente 15% de seu orçamento.

“Esperamos muito que a [suspensão do financiamento] seja repensada, porque o governo dos EUA é um parceiro importante não apenas em termos financeiros, mas também porque é um importante parceiro estratégico”, disse Moeti.

Moeti reforçou ainda que a organização precisa de 300 milhões de dólares para ajudar os governos africanos a responder à pandemia.

Fonte: Reuters/Aljazeera

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