Greve geral no Brasil com paralisações e protestos em 23 estados

Lusa

Paralisações em cidades de pelo menos 23 estados do Brasil, sobretudo nos transportes públicos, são as primeiras consequências da greve geral convocada para hoje pelos sindicatos, para contestar as mudanças planeadas para o sistema de pensões de reforma.

Os efeitos da paralisação são maiores nas grandes cidades, nas quais os transportes públicos estão a ser afetados, pela adesão à greve quanto e pelo encerramento de ruas e avenidas em atos de protesto.

O portal de notícias G1 informa que apenas parte das linhas de autocarros, comboios e de metropolitanos funcionavam em cidades como São Paulo, João Pessoa, Curitiba, Maceió e Salvador.

Em São Paulo, maior cidade do Brasil, algumas linhas de metropolitanos não funcionaram em pleno e há registo do encerramento de ruas por trabalhadores que aderiram aos protestos.

Os manifestantes também bloquearam a estrada que dá acesso ao aeroporto de Guarulhos, para impedir que os passageiros deixem São Paulo.

No Rio de Janeiro, os transportes funcionam, mas os trabalhadores bloquearam várias artérias da cidade, o que obrigou à intervenção da polícia militar.

O jornal Folha de S.Paulo informou que, em Porto Alegre, a polícia militar deteve 54 manifestantes que se encontravam em protesto, durante a madrugada, em frente à garagem de uma empresa de transporte público de passageiros.

A greve geral de hoje tem apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e CSP-Conlutas, além de outros grupos de trabalhadores, partidos políticos e movimentos sociais.

Segundo os organizadores, o objetivo da greve geral é impedir que as recentes propostas para o sistema de pagamento de pensões, como por exemplo o aumento no tempo de contribuição e a implantação de uma idade mínima para os trabalhadores obterem pensões por reforma sejam aprovadas no Congresso.

No início do ano, o Governo brasileiro enviou um projeto à Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar) para alterar o sistema de pensões alegando que o país precisa fazer mudanças para controlar o défice crescente que prejudica as contas públicas e estaria levando o país em direção a um colapso fiscal.

Já os trabalhadores organizados reclamam que as propostas não foram debatidas com a sociedade e irão afetar a parcela mais pobre da população, tirando o direito de milhares de pessoas de terem pensões por reforma na velhice.

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