Americanos obrigam JLo a recuar na sua decisão de cancelar compra dos boeings

Os americanos da Boeing obrigaram o Presidente da República, João Lourenço, reconsiderar a sua decisão de anular a compra de 14 aviões visam a modernização da frota da TAAG.

Por despacho presidencial de 9 de Abril de 2019 (Despacho Presidencial n.º 52/19), João Lourenço revogou o despacho por si exarado a 14 de Janeiro, com o n.º 12/19. Nesse despacho do início do ano, o presidente da República tinha autorizado os ministros das Finanças e dos Transportes, bem como a companhia aérea nacional TAAG, a negociaram a compra de vários aviões às empresas Boeing e Bombardier, bem como a montar a operação de financiamento. Esses aviões destinavam-se a renovar a frota da TAAG.

Segundo informações avançadas pelo Portal Maka Angola, os americanos fizeram várias diligências no intuito de persuadirem o governo angolano a recuar na sua decisão anterior de cancelar as encomendas.

“Em primeiro lugar, os americanos efectuaram um elaborado lobby (permitido por lei) junto do FMI para que esta instituição abandonasse a posição adversa ao negócio e deixasse de levantar obstáculos ao mesmo”, escreve a mesma fonte.

“Em segundo lugar, foi chamada a atenção às autoridades angolanas das dificuldades de não cumprir um contrato já assinado e validado. Na verdade, alegou a Boeing, os aviões já estavam a ser produzidos, companhias subcontratadas, peças encomendadas, trabalhadores disponibilizados. Os danos emergentes resultantes da rescisão contratual seriam tão elevados que nem sequer compensariam o gesto. Isto queria dizer que, no fim, Angola ia ter o pior de dois mundos: pagava e não obtinha aviões”, escreve o Maka Angola.

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