Conferência de doadores para apoiar Moçambique analisa plano de reconstrução no final de maio

Lusa

Partilhe

Uma conferência de doadores para apoiar Moçambique na reconstrução de infraestruturas e tecido social e económico após o ciclone Idai vai decorrer no final de maio na cidade da Beira, anunciou hoje o Governo.

“Vamos ter no final do mês de maio uma conferência de doadores a realizar na cidade da Beira em que esperamos obter alguns dos recursos que são necessários para o programa de reconstrução”, referiu o diretor executivo do Gabinete de Reconstrução Pós-Idai, Francisco Pereira.

Este responsável do Gabinete de Reconstrução Pós-Idai, quadro do Ministério das Obras Públicas, de que já foi vice-ministro, falava em Maputo, capital moçambicana, após a cerimónia em que tomou posse no cargo.

Equipas no terreno estão a fazer um levantamento dos prejuízos até final do mês, para ser elaborado um plano de reconstrução.

“Esse plano demorará umas duas semanas” a ser feito e será sujeito à aprovação “do Conselho de Ministros e dos parceiros, sempre envolvidos neste processo”, disse Francisco Pereira.

Após estes passos, o plano será apresentado na conferência de doadores.

Entre os parceiros estão a União Europeia (UE), Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Nações Unidas.

O Gabinete de Reconstrução Pós-Idai foi criado pelo Conselho de Ministros moçambicano no dia 09 de abril com a missão de coordenar a reabilitação de infraestruturas destruídas pelo ciclone Idai.

O papel do organismo autónomo foi hoje destacado pelo primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que deu posse a Francisco Pereira no cargo de diretor executivo.

“Ao criar este gabinete, o Governo tem em vista assegurar a recuperação das infraestruturas de saúde, educação, abastecimento de água, estradas e pontes, linhas férreas, linhas de transporte e de distribuição de energia, navegação aérea e marítima, de entre outras”, declarou o primeiro-ministro.

O ciclone Idai provocou 603 mortos e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo as autoridades moçambicanas.

Facebook Comments

Partilhe