Quarta licença nas mãos de Augusto Tomás, Pedro Morais, Luís Brandão e Higino Carneiro

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A quarta licença de telecomunicação atribuída à Testar – Telecomunicações, Lda foi financiada pelo Mundo Telecomunicações empresa que tem como acionistas o ex-ministro dos transportes, Augusto Tomás, e das Finanças, José Pedro de Morais, antigo Secretário para os assuntos Económicos do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, André Luís Brandão, e pelo general Higino Carneiro, deputado, general e (entre outros cargos) ex-governador da Província de Luanda, segundo apurou o Jornal Expansão.

Segundo a mesma fonte, a Mundo Telecomunicações “custeou parte das despesas feita pela Telstar no concurso para a quarta operadora”.

A Telstar foi criada a 26 de Janeiro de 2018 e tem 200 mil kwanzas (550 euros) de capital social, tendo como accionistas o general Manuel João Carneiro (90%), que é também o presidente do conselho de administração da Mundo Telecomunicações,e, os restantes 10% pertence ao empresário António Cardoso Mateus, escreve o Expansão.

Analistas questionam a transparência do processo, visto que 27 empresas participaram no concurso e a vencedora é uma empresa que tem menos de um ano de existência, sem experiência no sector e com capital social 200.000 kwanzas (550 euros)

A ideia de ter havido irregularidades e falta de transparência na atribuição da quarta licença torna-se mais sonante, tendo em vista que, em Novembro de 2018, a MTN, multinacional sul-africana que actua em 18 países em África, desistiu do concurso porque segundo esta, “o concurso estava à partida viciado”.

Analistas questionam igualmente, como que uma empresa com capital social de 200.000 kwanzas, e que à partida teve de recorrer a um outra entidade para poder participar do concurso, vai cumprir os compromissos assumidos num negócio em que terá de pagar, nos próximos 45 dias, 106 milhões de euros do valor da licença, depois de ter pago outro tanto relacionado com o caderno de encargos.

José Carvalho da Rocha, Ministro das Telecomunicações, afirmou ter-se tratado de um concurso “transparente” e que deconhece a razões que levaram a operadora sul-africana a desistir do concurso.

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