Fraude na saúde nos EUA gera prejuízo de mais de 1 bilhão de dólares

AFP

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Justiça americana descobre fraude de mais de 1 bilhão de dólares no sistema de saúde Medicare
Uma das maiores fraudes de seguros médicos da história dos Estados Unidos deixou mais de 1 bilhão de dólares em prejuízos para centenas de milhares de clientes, informaram nesta terça-feira investigadores que apresentaram denúncias contra 24 pessoas.

O delito consistia no fornecimento de aparelhos ortopédicos para pacientes idosos ou com necessidades especiais que não precisavam desses equipamentos, mas que teriam direito por conta da cobertura do sistema de seguro público Medicare.

Os acusados supostamente pagaram aos médicos para que prescrevessem os aparelhos sem falar com os pacientes.

“Os lucros foram supostamente lavados através de corporações internacionais e usados para comprar iates, automóveis e imóveis de luxo nos Estados Unidos e no exterior”, destacou o Departamento de Justiça (DOJ) num comunicado.

A Medicare recebeu as faturas de cerca de 1,7 bilhão de dólares em reembolsos.

Entre os acusados na operação estão diretores-gerais e outros executivos de empresas de telemedicina, proprietários de empresas de equipamentos hospitalares e médicos.

O DOJ disse que os esquemas envolviam “mais de 1,2 bilhão de dólares em perdas”.

Também foram adotadas sanções administrativas contra 130 fornecedores de equipamentos ortopédicos, destacou o Departamento de Justiça.

“Hoje, um dos maiores esquemas de fraude na saúde na história dos Estados Unidos chegou ao fim”, disse Robert Johnson, diretor assistente do FBI, uma das várias agências envolvidas.

A procuradora federal Sherri Lydon, da Carolina do Sul, acrescentou que os delitos de colarinho branco causam também muitas vítimas.

“Todos os contribuintes pagarão o custo crescente dos reembolsos dos atendimentos médicos como resultado da fraude ao nosso sistema Medicare”, disse Lydon.

O sistema Medicare, que sofre muitas fraudes, foi criado na década de 1960 para conceder seguro médico público aos americanos com mais de 65 anos. Nos anos seguintes foi ampliado para os mais pobres, portadores de necessidades especiais, crianças e veteranos militares, e hoje atende a 112 milhões de pessoas.

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