Angola regista 174 mortes por acidentes de viação em dois meses

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Pelo menos 174 pessoas morreram em consequência de acidentes rodoviários registados no país, de Janeiro a Fevereiro deste ano, informou, esta terça-feira, em Luanda, o comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida. O comissário geral falava à imprensa, no final da I Sessão Ordinária do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, orientada pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.

Órgão de Consulta do Titular do Poder Executivo em matérias relativas à viação e ao ordenamento do trânsito a nível nacional, analisou, entre outros, o relatório de balanço sobre a criminalidade rodoviária referente a 2018. No ano em referência foram registados dez mil e 816 acidentes, mais 879 comparativamente a 2017, com o registo de dois mil e 415 mortos e dez mil e 593 feridos. O relatório de balanço revela a diminuição, a nível nacional, do número de mortos por sinistralidade rodoviária, menos 154 e menos 288 feridos em relação ao ano anterior (2017).

Contudo, segundo o comissário-geral Paulo de Almeida, a sinistralidade rodoviária ainda continua ser a segunda principal causa de morte, a seguir à malária, e a primeira causa de deficiência física. Do total de acidentes a nível nacional, indica o comunicado de imprensa da reunião, cinco províncias foram as mais afectadas, nomeadamente Luanda com 16 por cento, Benguela e Huíla com 11 por cento, Huambo com 9 por cento e Bié com 7 por cento, correspondendo 54 por cento do total dos sinistros.

O Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito foi, igualmente, informado sobre o estado de conservação das estradas e sobre as acções realizadas no âmbito das Brigadas de Conservação e do Programa de Salvação das Estradas. Coordenado pelo Vice-Presidente da República, o Conselho integra ainda os ministros da Defesa Nacional, Interior, Finanças, Economia e Planeamento, Administração do Território e Reforma do Estado, Justiça e dos Direitos Humanos, Construção e Obras Públicas, Ordenamento do Território e Habitação, Ambiente, Comunicação Social, Saúde, Educação, Juventude e Desportos e o Comandante-Geral da Polícia Nacional.

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