“Temos que reduzir a contratação de quadros estrangeiros” – João Lourenço

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O Presidente da República, João Lourenço, considerou “bastante elevado” o número de especialistas estrangeiros contratados por Angola, apontando a necessidade de o país formar mais pessoas e reduzir a contratação de quadros expatriados.

Ao interagir quinta-feira com 183 estudantes angolanos em representação dos 1.658 que estudam em várias universidades da Rússia, o Chefe de Estado, que efectuou, até hoje, uma visita de quatro dias a Moscovo, reconheceu que o país tem estado a formar muitos quadros, nos mais variados níveis, mas ainda assim insuficientes.

“Não podemos nos dar como satisfeitos. Temos que continuar nesta luta de formar, de modo incessante, mais e melhores quadros, para ver se reduzimos a contratação de quadros estrangeiros”, sublinhou o Presidente, que ouviu dos estudantes preocupações sobre dificuldades nas transferências bancárias e no acesso a estágios.

No auditório da Universidade Russa de Amizade e Solidariedade com os Povos, fundada em 1960, antes conhecida como Universidade Patrice Lumumba (político congolês assassinado em 1961), que acolhe 65 angolanos, João Lourenço reconheceu que o país pode sempre precisar de quadros expatriados num ou noutro caso, mas de momento o número de especialistas estrangeiros contratados “é bastante elevado”.

“Precisamos que estes lugares que eles ocupam sejam ocupados por nacionais, por vocês que estão aqui sentados”, disse, dirigindo-se aos estudantes, que compõem a maior parte da comunidade angolana na Rússia, a quem apelou dedicação, a fim de obterem o conhecimento real e não apenas o diploma.

João Lourenço reconheceu ainda que o país precisa desenvolver as diferentes indústrias, o turismo, a agricultura, e não se limitar apenas na produção de petróleo e diamante. Para isso, acrescentou, precisa de pessoas formadas. Dos 1.658 estudantes angolanos na Rússia, 680 são bolseiros do INAGBE (Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo), 567 são das Forças Armadas Angolanas, 336 estão por conta própria, 53 beneficiam de bolsas atribuídas pelo Governo russo, 14 são da Polícia Nacional e oito são estudantes trabalhadores da empresa Sociedade Mineira de Catoca.

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