Vodafone chega ao país pela operadora Movicel

JA

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A Movicel assinou ontem, em Luanda, um acordo de parceria estratégica com a Vodafone, que abre espaço para o alargamento do mercado dos produtos daquela multinacional em Angola.

Depois da assinatura do documento, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Movicel, Arstides Safeca, afirmou que o acordo, com duração de dois anos, tem uma grande abrangência e os seus efeitos começam a ser notados pelos clientes da operadora nacional ainda no decurso deste ano. O acordo, segundo PCA da Movicel, não envolve nenhum investimento da Vodafone que, entretanto, assume o compromisso de prestar serviços de consultoria estratégica que “vão fazer com que, no curto, médio e longo prazos, os clientes notem melhorias nos serviços prestados”.

Entre as áreas que se pretende melhorar, Arstides Safeca apontou os serviços do roaming, cujos preços devem conhecer uma redução, as ligações internacionais, a melhoria da cobertura nacional e, de um modo geral, a estabilização da rede. “Nos próximo dois, três meses, os clientes vão notar melhorias substanciais nos serviços”, disse, acrescentando que a companhia está “a trabalhar nas questões prévias e o cliente voltará a falar sem dificuldade”, acrescentou.

O representante da Vodafone para África, Vik Patel, disse que o acordo acontece numa altura em que a Movível passa por uma fase de transformação, processo que decorre há quatro anos, e que vai ser aprofundado com a parceria assinada ontem. Vic Patel declarou à imprensa, depois da assinatura da parceria entre as duas empresas, que o acordo não incide na compra de acções de qualquer operadora em Angola, nem mesmo para a quarta licença que o Governo tem em concurso, já na fase final.

“A Vodafone não vai  prestar serviços móveis para Angola. O acordo é para apoiar a Movicel na caminhada da transformação, para se tornar o segundo maior operador. A Vodafone não apresentou qualquer pedido de licença para operação em Angola”, garantiu. Em África, a empresa está presente em oito países, nomeadamente, Egipto, Ghana, África do Sul, Quénia, República Democrática do Congo, Tanzânia, Moçambique, Lesotho e Nigéria.

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