FMI impõe fim das restrições ao levantamento de divisas

Expansão

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O acordo de financiamento alargado com o Fundo Monetário internacional prevê acabar com o calvário de levantar moeda estrangeira depositada nos bancos angolanos até Dezembro. Entretanto, as autoridades angolanas estão impedidas de criar restrições adicionais aos pagamentos e transferências internacionais.

Angola terá de eliminar até ao final de Dezembro de 2019 as restrições informais ao levantamento de depósitos em moeda estrangeiro, de acordo com uma das exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI), expressa nas metas estruturais ao abrigo do acordo alargado de financiamento.

O acordo impede igualmente as autoridades angolanas de “impor novas restrições ou reforçar as já existentes à realização de pagamentos e transferências relacionados com transacções internacionais”.

Actualmente, os bancos apenas disponibilizam moeda estrangeira, com comprovativo de viagem, e até ao limite equivalente a 8 mil USD, imposto pelo Banco Nacional de Angola (BNA), em Janeiro.

Mas na maioria dos bancos esses montantes não podem ser levantados em cash. No BPC, BAI, BFA e BIC, que integram o grupo dos cinco maiores bancos em activos, só é possível receber em cash até 2 000 USD com comprovativo de viagem, como constatou o Expansão numa ronda por várias agência. Quantia muito abaixo dos 8 mil definidos pelo BNA, como montante máximo.

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