Agente que matou Juliana Cafrique estava “embriagado” e “determinado a matar”

O País

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O Agente que disparou mortalmente contra Juliana Cafrique, estava, alegadamente, embriagado e decidido a matar, segundo revelou Rosa Manuel, cunhada da vítima.

Em entrevista ao Jornal “OPaís”, Rosa Manuel, que trabalha neste mercado há mais de 15 anos, conta que tanto o autor da morte da sua cunhada, como os outros dois agentes, que faziam a patrulha no local, estavam embriagados e aparentemente determinados a matar quem ousasse contrariar as suas ordens.

Este facto foi afirmando por outras vendedeiras. “Quando chegaram, o chefe da patrulha, Manuel Implacável, disse ao seu colega que pode matar. É ordem do chefe. Essas senhoras são muito teimosas. O primeiro tiro roçou no braço de uma colega e quando tentamos fugir o segundo atingiu na cabeça da Juliana”, descreveu, com os olhos em banho de lágrimas. Recordou que, ao vê-la estendida ao chão, os agentes subiram na viatura e meteram-se em fuga o que terá motivado a revolta das vendedoras que esperavam que a sua colega fosse socorrida de imediato pelos agentes da Ordem Pública.

Rosa Manuel prestou estas declarações a OPAÍS, sob o olhar atento de outros familiares e das colegas (vendedeiras) que não deixavam escapar nenhum detalhe, enfatizando que “era recorrente os mesmos agentes fazem patrulhamento na praça embriagados”.

Uma praça com mais de 20 anos O local do tumulto do Rocha Pinto, conhecido como Praça da Padaria, existe há mais de 20 anos, aliás, a nossa interlocutora disse que já trabalhava neste espaço quando um dos seus filhos, que conta agora com 16 anos de idade, veio ao mundo. As comerciantes alegam que a Administração do Rocha tem conhecimento da existência da praça e as terá orientado a tratarem cartões de contribuinte e a anexarem uma fotocópia do Bilhete de Identidade para lhes serem passados os cartões de vendedoras.

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