Isabel dos Santos forçada a injectar mais 100 milhões USD para travar falência da Luandina

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A empresária Isabel dos Santos foi forçada a investir mais 100 milhões de dólares americanos para evitar a falência da marca de cerveja Luandina.

A cerveja Luandina, marca bandeira, do projecto SODIBA que emprega mais 300 pessoas, que produz também a marca portuguesa “Sagres”, foi lançada a 17 de Novembro de 2017, é detido pela empresária Isabel dos Santos e seu marido Sindika Dokolo e teve um investimento inicial de 149 milhões de dólares.

“Dado ao facto que os consumidores recusam-se a consumir a Luandina, a marca tem vindo a encontrar muitas dificuldades em gerar resultados positivos”, avançou na nossa fonte.

“Chegou-se a um ponto em que se tinha que tomar uma decisão, deixar a marca falir ou injectar mais capital” acrescentou.

Para salvar a Luandina Isabel injectou mais de 100 milhões de dólares, totalizando 249 milhões de dólares, e substitui a gestão anterior.

Em Dezembro de 2018 as vendas da Luandina geraram pela primeira vez resultado positivo.

“Isabel dos Santos está arrependida de ter dado a cara ao projecto, porque se ela soubesse que ao associar o seu nome ao projecto causaria tanta resistência ao ponto de as pessoas não aceitarem consumir a Luandina, certamente que não teria feito” disse a nossa fonte.

A mesma fonte avançou que não sabe por quanto tempo Isabel dos Santos vai conseguir manter a fábrica aberta, visto que desde a saída seu pai do poder, o ex-presidente da República, Isabel dos Santos tem encontrado enormes dificuldades para importar matéria-prima para produzir.

Isabel dos Santo, considerada a mulher mais rica de África, tem uma fortuna estimada de 2 mil milhões de dólares. A origem do seu dinheiro tem sido factor de grandes debates na sociedade angolana nos últimos dez anos. Suspeita-se, ou seja, é consenso geral em Angola que Isabel dos Santos tornou-se mil milionária à custa do erário público, razão pela qual muitos angolanos recusam-se a consumir a Luandina, em jeito de protesto pela acumulação primitiva de capitais que reinou durante o gestão de José Eduardo dos Santos, seu pai, visto como a causa principal do fraco desenvolvimento socioeconómico e da morte de milhares de angolanos por falta de cuidados médicos básicos.

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