BNA recupera dois mil milhões USD geridos pela Quantum

Expansão

O Banco Nacional de Angola (BNA) cessou o contrato de gestão de activos que ainda mantinha com a Quantum Global, recuperando assim 2 mil milhões de dólares que o banco central tinha sob gestão da Quantum.

O BNA é a segunda instituição angolana a desvincular-se da Quantum Global, depois de o Fundo Soberano.

“O BNA tem neste momento sob sua administração directa todos os activos que vinham sendo geridos pela Quantum. Poderá haver processos administrativos de término da relação, mas não há fundos do Banco Central sob gestão da Quantum”, assegura Manuel Nunes Júnior, em entrevista via e-mail ao Expansão.

Segundo o relatório e contas 2017 do banco central, a empresa fundada e presidida pelo suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais geria quase dois mil milhões USD das reservas internacionais do BNA.

No documento, o BNA reconheceu que mantinha um contrato de gestão de activos com a Quantum, empresa que também geriu activos do Fundo Soberano de Angola.

Essa confirmação surgiu depois de os auditores externos terem questionado o BNA sobre o impacto nas suas demonstrações financeiras da ordem de congelamento de fundos de empresas ligadas à Quantum a nível mundial. A ordem foi emitida por um tribunal inglês, no âmbito de um processo iniciado pelo Fundo Soberano visando resgatar os fundos sob gestão do grupo de Bastos Morais.

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