Tchizé dos Santos acusa João Lourenço de a difamar

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A deputada, empresária e filha do ex-presidente da República, Tchizé dos Santos divulgou na sua página na rede social Facebook, um texto onde acusa o Presidente da República, João Lourenço, de estar a lhe difamar.

Na integra o texto publicado por Tchizé dos Santos no Facebook.

Esta segunda-feira, 4 de Março de 2019 fui difamada pelo jornalista da RTP que entrevistou o Presidente João Lourenço e difamada pelo próprio Presidente da República por omissão: o jornalista afirmou que eu estava a gerir a Televisão Pública e fui afastada da mesma “exonerada”, o que constitui difamação, quer por parte do apresentador, quer pelo PR por omissão, tendo o PR a obrigação de saber q eu era Deputada e não era nem podia ser gestora, e que não houve exoneração alguma à minha pessoa. E só sr podiam estar a referir a mim, pois o EX PR não tem nenhuma outra filha ligada ao sector ou formada em Comunicação social. O aludido contrato entre duas sociedades comerciais das quais não sou representante nem gestora, sendo uma delas a TPA, acabou, segundo uma nota lida no noticiário principal da TPA, por orientação directa do PR, sem aviso prévio, tendo surpreendido o país e o mundo com uma noticia surpresa no telejornal.

“A disciplina partidária não está acima da constituição”

O Presidente da República de Angola é obrigado a saber que eu, Welwitschea dos Santos (Tchizé), sou Deputada, porém desqualificou-me, reduzindo-me à expressão “apesar de serem filhos de quem são” (JES), provando assim a sua motivação política derivada da filiação, ao ignorar/omitir o meu Estatuto de Deputada na forma inapropriada como a mim se referiu face o facto de ser um titular de órgão de soberania.

O correcto e intelectualmente honesto teria sido Sua Excelência Presidente da República rectificar o jornalista esclarecendo que exonerou apenas 2 dos filhos do EX PR e não três, já que a terceira “cidadã comum” a que se referiu é sua fiscalizadora, Deputada eleita, logo não tinha como ser gestora da TPA em 2017, por incompatibilidade de funções e não o era. Porém convém. Ressalvar que a TPA é uma empresa que tratou com outras empresas e todas estas estão abrangidas pela lei das sociedades comerciais também violada pelo executivo na revogação sem aviso prévio que violou a cláusula de rescisão.

Mesmo sabendo a verdade, já que sua Excelência PR e eu, concorremos às eleições de 2017 na mesma lista de Deputados, sendo o PR o candidato número 1 e eu a candidata número 50 ou 51 da referida lista, enviada pelo partido MPLA ao tribunal Constitucional. Por omissão, Sua Excelência deixou implícito que eu geria a TPA e era em simultâneo Deputada, contribuindo para manchar o meu bom nome com uma mentira, pois quem omite e deixa que a mentira se torne um facto, mente e difama. Difamou-me o jornalista da RTP ao formular a pergunta como formulou e difamou-me Sua Excelência João Lourenço, Presidente da República de Angola.

Aos que alegam que me devia calar em nome da disciplina partidária, relembro que a disciplina partidária não está acima da A CRA e da defesa dos direitos fundamentais dos “cidadãos comuns” citados por sua Excelência Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, alguns dos quais São titulares de órgãos de soberbia, tão eleitos pelo povo quanto sua excelência e por sinal na mesma lista que ganhou as eleições 2017 e merecem o mesmo respeito de quem foi eleito para governar Angola e não “pessoalizar” as batalhas e a gestão dos dossiês do Estado e da justiça.

Tchizé dos Santos

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