Angolanos envolvidos num mega processo de corrupção na Espanha

RFI

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Três alto funcionários públicos angolanos estão envolvidos num mega caso de corrupção na Espanha.

O caso faz referência a contratos assinados entre a empresa público-privada espanhola, Defex, e a Polícia Nacional Angolana. Um deles, de 2008, de abastecimento de equipamentos e material policial por 152 milhões de euros, em que o custo de execução foi de menos de 60 milhões. Os lucros, esses, chegaram quase aos 95 milhões de euros, que terão sido repartidos entre directores da empresa e funcionários públicos Angolanos.

Armando da Cruz Neto, que foi embaixador de Angola em Espanha entre 2003 e 2008, Ambrósio de Lemos Freire dos Santos, comandante-geral da Policia Nacional angolana e Demóstenes Amos Chilinguitila, vice-ministro de Defesa do país entre 1996 e 2008, são três das 27 pessoas citadas no processo.

O caso Defex Angola é, ainda assim, apenas uma parte de um mega escândalo de corrupção que envolve a empresa espanhola. No mês passado, um juiz da Audiência Nacional processou a empresa, como pessoa jurídica, e o seu antigo director comercial por pagamentos e subornos para conseguir contratos públicos na República dos Camarões.

Neste momento, avançam ainda em separado outros três processos que investigam contratos assinados de forma ilegal pela Defex no Brasil, Egipto e Arábia Saudita, e respectivos pagamentos a autoridades e funcionários locais.

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