Portugal, o exílio de luxo para os curruptos angolanos

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Sem sombra de dúvidas, Portugal foi o país que mais se beneficiou do dinheiro roubado do Estado angolano.

Depois da crise económica e financeira que abalou o mundo em 2008, Portugal estava de rastos e procurava desesperadamente capitais que pudessem ajudar a recuperar a sua, então debilitada, economia. Os corruptos angolanos viram nessa situação, que Portugal e os tugas estavam viver, uma oportunidade para branquear todo o capital que tinha retirado dos cofres dos Estado e com os bolsos cheios, sacolas e sacos de plástico, rumaram com destino a Lisboa onde compraram tudo e todos.

Hoje estima-se que quase ou mais de 25% do capital investido na bolsa de valores de Portugal, tem origem angolana. Tanto que eurodeputada, Ana Gomes, classificou Portugal como sendo uma “lavandaria dos corruptos de Angola”.

Hoje, é para lá onde os nossos corruptos que lixaram o país do norte ao sul estão a procurar refúgio. O general Hélder Vieira Dias “Kopelipa” conseguiu ludibriar as autoridades angolanas e encontra-se neste momento escondido algures em Portugal, longe das garras de João Lourenço e de Miala, a comer bacalhau à braz, com natas ou à gomes de sá, numa mansão comprada com o nosso dinheiro, enquanto milhares de crianças morrem nos hospitais por falta de medicamentos. Mas os seus comparsas não tiveram tanta sorte assim. Manuel Rebelas e, muito mais recente, o General Leopoldino do Nascimento “Dino”, foram retirados do avião quando pretendiam embarcar para as terras de Camões.

E uma pergunta que não se quer calar é, porquê?

Porque que os dirigentes africanos, enquanto no poder, fazem tudo quanto podem fazer de errado, consciente e propositadamente, para anos mais tarde viverem ou morrerem foragidos, perseguidos, sem dignidade algures. Porquê?

A quem defenda que estes homens são inteligentes, e provavelmente o são. Antigamente via-se a inteligência cognitiva como um indicador de sucesso. Pessoas que tinham um coeficiente de inteligência alto eram tidas como casos certos de sucesso. Mas hoje, a capacidade de projectar, estabelecer objectivos e trabalhar com vista à realização dos objectivos estabelecidos, é visto com a forma mais elevada de inteligência e um melhor indicador de sucesso. Talvez José Eduardo dos Santos, Kopelipa, Zé Maria, Dino, Manuel Rebelas, Higino Carneiro e muitos outros, têm um nível de inteligência cognitiva aceitável, talvez. Mas tenho a certeza que não tiveram a capacidade de projectar o que aconteceria se um João Lourenço chegasse a presidência de Angola. Porque se assim o fizessem, teriam agido diferente, feito muito mais e melhor.

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