Reaberto campo de detenção de refugiados da ilha Christmas

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Morrison justificou a decisão de reabrir o centro de detenção, encerrado em Outubro, pela necessidade de “gerir a provável chegada” de um crescente número de migrantes.

A ilha Christmas fica situada a 2.300 quilómetros a noroeste de Perth, capital do Estado da Austrália ocidental. O seu campo de detenção, aberto em 2008, foi palco de tumultos, suicídios ou ainda de actos de automutilação.

Esta decisão surgiu após o primeiro-ministro ter registado na terça-feira uma derrota histórica no parlamento relacionada com o tratamento médico dos requerentes de asilo e que se arrisca a multiplicar os apelos para eleições legislativas antecipadas.

O parlamento da Austrália aprovou uma lei que facilita a transferência para território australiano dos requerentes de asilo e refugiados doentes que Camberra mantém em Nauru e na Papua-Nova Guiné.

Foi a primeira vez, desde 1929, que um governo australiano perde um voto no parlamento sobre uma lei considerada importante.

A emenda, legitimada por 75 votos contra 74, devido ao apoio do opositor Partido Trabalhista e grupos minoritários e independentes, concede ao pessoal sanitário maior poder de decisão sobre o envio para a Austrália dos migrantes doentes.

A coligação nacional-liberal no poder tentou num último esforço garantir apoios contra a lei ao apresentar pouco antes da votação as alegações do procurador-geral da Austrália, Stephen Donaghue, que a considera inconstitucional.

Na sua intervenção, Scott Morrison argumentou que a nova lei “provocará a total destruição das fronteiras”, após ter manifestado o receio de que sirva para que “criminosos e terroristas” se fixem no país.

O resultado da votação significa uma pesada derrota para o Governo minoritário de Morrison, que garante 73 dos 150 deputados.

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