Compras de Portugal a Angola mais do que triplicaram em 2018 para 930 milhões de euros

Lusa

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As compras de Portugal a Angola mais do que triplicaram no ano passado, passando de cerca de 280 milhões de euros, em 2017, para quase 930 milhões, em 2018, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística português.

Em 2017, Portugal importou bens no valor de 278,9 milhões de euros, tendo registado uma subida de 233% em 2018, para 928,6 milhões de euros, segundo os dados do INE, compilados para a Lusa.

Em sentido inverso, as exportações de Portugal para Angola registaram uma quebra de 15,2%, resultado da diminuição das vendas, que passaram de 1,7 mil milhões de euros, em 2017, para 1,5 mil milhões, no ano passado.

Assim, a balança comercial, ainda que continue positiva para Portugal, registou uma significativa diminuição de 61,1%, já que passou de 1,5 mil milhões, em 2017, para 586 milhões, no ano passado.

De acordo com os dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), as compras de Portugal a Angola passam essencialmente pelo petróleo, que representa 90% das importações, havendo ainda lugar para ‘Máquinas e Aparelhos’, que representam 2,8%, e Produtos Agrícolas, que valem 2,6% do total das compras de Portugal a Angola.

Olhando para o relacionamento de Portugal com os restantes países lusófonos, a evolução da balança comercial do ano passado segue a tendência do relacionamento com Angola, o principal parceiro comercial português na África subsaariana.

Assim, em 2017 Portugal exportou 2,3 mil milhões de euros para Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, tendo depois reduzido as compras em 15,2%, para 2,1 mil milhões de euros no ano passado.

Em sentido inverso, Portugal comprou a estes países 1,4 mil milhões de euros em bens no ano passado, o que representa uma subida de 101,5% face aos 730 milhões que tinha importado dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em 2017.

No total, a balança comercial de Portugal com os PALOP passou de 1,6 mil milhões, em 2017, para 649,8 milhões no ano passado, o que representa uma descida de quase 61%.

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