Número de mortos subiu para 465 e o de casos fixou-se em 788 devido ao ébola na RDCongo

Lusa

O número de mortos devido ao vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) subiu para 465 até segunda-feira, enquanto se diagnosticaram 788 casos de contágio, indicou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Relativamente ao anterior registo, de 30 de janeiro, ocorreram mais 25 mortes e as equipas da OMS, do Ministério da Saúde da RDCongo e organizações não-governamentais diagnosticaram laboratorialmente 45 novos casos de contaminação.

Beni (147 mortos), Katwa (105), Mabalako (71), Butembo (54) e Kalunguta (34) continuam a ser as localidades da província de Kivu Norte com maior mortalidade devido ao contágio do Ébola, desde que a epidemia foi declarada, em 01 de agosto do ano passado.

Nestas localidades da província de Kivu Norte, o grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês) tem multiplicado os ataques contra civis, o que complica a resposta sanitária.

Na província de Ituri, a norte de Kivu Norte, as localidades de Komanda registaram 21 mortos e Mandima 13 desde 01 de agosto até segunda-feira passada.

Esta epidemia de Ébola, que se transmite por contacto físico através de fluidos corporais infetados e que provoca febre hemorrágica, foi constatada em Mangina, na província de Kivu Norte.

O Governo da RDCongo admitiu que a epidemia de Ébola é já a maior da história do país relativamente ao número de mortos e contágios.

A RDCongo foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira aparição do vírus naquele país africano, em 1976.

Em 1995, o vírus do Ébola provocou a morte a 250 pessoas na cidade de Kikwit, na província de Kwilu, no sudoeste da RDCongo.

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