Presidente de Angola envia mensagem de “profundo pesar” a homólogo brasileiro

Lusa

O Presidente de Angola, João Lourenço, endereçou hoje uma mensagem de pesar ao seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, pela perda de vidas humanas resultante da rotura da barragem de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

uma nota da Casa Civil da Presidência da República angolana, João Lourenço manifesta “profundo pesar” pela morte de 65 pessoas, segundo os últimos dados oficiais disponíveis, e expressa “solidariedade e apoio” aos esforços das autoridades brasileiras para fazer face aos “inúmeros problemas” causados pela “tragédia”.

Segundo o mais recente balanço oficial divulgado pela Defesa Civil brasileira, o número de mortos subiu para 65, tendo 31 delas sido já identificadas, havendo ainda 279 desaparecidos, 192 pessoas resgatadas, 386 localizadas e 135 desabrigadas.

As buscas por vítimas encontram-se no quarto dia, e, segundo as autoridades, o número de mortes deve aumentar.

A lama proveniente da rutura da barragem varreu a comunidade local e parte do centro administrativo da empresa mineira Vale, destruindo o refeitório onde se encontrava uma parte dos funcionários.

A rotura da barragem da empresa de mineração Vale, no município de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, ocorreu na sexta-feira e causou uma avalanche de lama e resíduos minerais.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MBA) considerou que a rutura da barragem em Brumadinho era uma “tragédia anunciada”, referindo que já tinha efetuado diversos alertas.

A organização não governamental salientou que, desde 2015, quando ocorreu uma tragédia semelhante na cidade de Mariana, também no estado de Minas Gerais, que tem vindo a alertar para os riscos na mina em que ocorreu o acidente na barragem e cuja ampliação foi aprovada apesar das advertências.

“Desde 2015 que inúmeras denúncias foram efetuadas sobre o risco de rompimento de barragens do complexo em Brumadinho, mas mesmo assim teve a sua ampliação aprovada pelo Conselho Estadual de Política Ambiental em dezembro passado”, referiu a organização em comunicado.

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