Angola e Moçambique são das melhores apostas em petróleo e gás na África subsaariana – consultora

Lusa

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A consultora especializada em Energia Wood Mackenzie considera que Angola e Moçambique estão entre os destinos mais interessantes para acompanhar no setor do petróleo e gás na África subsaariana.

“Apesar de esperarmos menos Decisões Finais de Investimento (DFI) do que no ano passado, aquelas que garantirem ‘luz verde’ em 2019 vão ser mais abrangentes, com as reservas associadas e o investimento de capital a triplicar, sendo que Moçambique vai liderar nesta área”, escrevem os consultores da Wood Mackenzie.

Numa nota sobre os destinos energéticos mais interessantes de acompanhar este ano nesta região africana, os analistas dizem que, no caso de Moçambique, a Anadarko, na Área 1, “vai ser a primeira a garantir a DFI”, sendo depois seguida pela ExxonMobil/Eni, na Área 4.

“Em conjunto, estes projetos requerem 40 mil milhões de dólares de investimentos e vão aumentar em 10 vezes a produção de gás em Moçambique, para 5 mil milhões de pés cúbicos por dia”, dizem os analistas, notando que o facto de a DFI ser tomada primeiro pela Anadarko “vai depender das garantias negociadas de venda a terceiros e de acordos de compra”.

A Wood Macknezie, no entanto, diz que considera que “os projetos não vão os dois ser aprovados no mesmo ano, nem ultrapassar os constrangimentos regulatórios no mesmo ano”.

No caso de Angola, esta consultora salienta o facto de a francesa Total poder ir novamente abaixo dos três quilómetros de profundidade para encontrar petróleo, vincando que se também a Eni conseguir encontrar crude tão longe isto “pode originar o desenvolvimento de um cluster”.

Em causa está a exploração ultraprofunda no Bloco 48 no final deste ano, pela Total, e a exploração de pelo menos um de quatro blocos 15/05 pela Eni, no seguimento da descoberta de crude no Bloco Kalimba-1 e Afoxe-1, no ano passado.

Por sua vez, o Bloco 18, com a expectativa de ter 140 milhões de barris, “será o primeiro projeto ‘greenfield’ [por explorar] desde 2014 e vai equilibrar o rápido declínio de produção de Angola”, conclui a Wood Mackenzie.

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