Movimento migratório nos postos fronteiriços com a RDC tende a reduzir

Angop




Partilhar

Doze mil e 222 cidadãos nacionais saíram para a República Democrática do Congo (RDC), através dos diferentes postos fronteiriços da província do Zaire, durante o I semestre do ano em curso, menos 22 mil e 253 comparativamente ao período homólogo de 2017.

No sentido inverso, regressaram ao país, no período em análise, nove mil e 308 angolanos, menos 13 mil e 199.

Os dados foram fornecidos hoje, segunda-feira, à Angop, em Mbanza Kongo, pelo director provincial do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), comissário de migração Francisco António Paulo.

O responsável referiu que, 71 mil e 139 cidadãos nacionais se dirigiram para o Congo Democrático por diversos motivos, em 2016, contra 53 mil e 973 do ano anterior, enquanto 54 mil e 851 angolanos entraram, mais 17 mil e 166 que em 2015.

O passe de travessia foi o documento mais utilizado pelos angolanos para este movimento fronteiriço.

Enquanto isso, o SME no Zaire recusou a entrada de 989 estrangeiros, na sua maioria congoleses democráticos, por falta de documentação migratória, nos primeiros seis meses deste ano, contra os mil e 558 impedidos em 2017, no quadro da sua actividade de fiscalização migratória.

Em 2016, este órgão do Ministério do Interior na região recusou a entrada em Angola de mil e 874 cidadãos estrangeiros, pelo mesmo motivo, no intervalo em balanço, ao passo que em 2015 foram negados 788 outros.

Foram expulsos do território nacional, por estadia ilegal, três mil e 170 estrangeiros, no primeiro semestre de 2018, contra os cinco mil e 87, em 2017, por estadia ilegal.

Já em 2016, a actividade de fiscalização resultou, ainda, no repatriamento de quatro mil e 565 estrangeiros, menos dois mil e 324 que no ano anterior.

O director do SME no Zaire falou, igualmente, de outros 89 estrangeiros ilegais que foram repatriados por decisão judicial, nos primeiros seis meses de 2018, contra os 192 de 2017, ao passo que em 2016 foram 383 indivíduos, mais 61 em relação ao ano anterior.

Prosseguiu que, dois cidadãos da RDC abandonaram voluntariamente Angola de regresso para o seu país, enquanto outros 122 estrangeiros de diversas nacionalidades foram convidados a deixar o território nacional, por infracções migratórias.

De acordo com o responsável, o SME deteve dois mil e 861 estrangeiros de diversas nacionalidades em situação ilegal, no Iº semestre de 2018, quatro mil e 991, em 2017, quatro mil e 816, em 2016 e sete mil e 16 cidadãos estrangeiros em 2015, segundo ainda a fonte.

Face aos dados apresentados em matéria da imigração ilegal, o director do SME no Zaire concluiu que a sua região é deveras endémica neste domínio, facto que disse preocupar as autoridades competentes locais.

Esclareceu que esses imigrantes utilizam vias ilegais, conhecidos como caminhos “fiotes” para penetrarem no território da província do Zaire.

Assegurou o empenho e espírito de missão do efectivo SME em estreita colaboração com as demais forças de defesa e segurança, no sentido de continuar a contrapor esta situação que considerou ser uma ameaça à segurança nacional, apesar da escassez de meios humanos e materiais.

Francisco Paulo elogiou a colaboração da população na denúncia dos imigrantes ilegais, que tudo fazem para ludibriar as autoridades competentes, na sua ânsia de atingir a capital do país, Luanda.

A província do Zaire partilha uma fronteira de 330 quilómetros com a RDC, dispondo de cinco principais postos fronteiriços que permitem, de forma legal, o movimento de pessoas e mercadorias.

Comentários do Facebook

Partilhar
<script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js"></script>
<ins class="adsbygoogle"
     style="display:block"
     data-ad-format="autorelaxed"
     data-ad-client="ca-pub-7513151535689663"
     data-ad-slot="7531535151"></ins>
<script>
     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
</script>