MOVART vai representar três artistas angolanos na Contemporary African Art Fair em Londres




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Pelo 2º ano consecutivo a Galeria MOVART está entre as 43 galerias internacionais selecionadas para a 6ª Edição da 1-54 Contemporary African Art Fair London, que vai decorrer na Somerset House de 4 a 7 de Outubro de 2018, em que pela primeira vez a curadoria será da responsabilidade do escritor e curador ganense Ekow Eshun.

Nesta edição, a MOVART vai apresentar-se com uma série evocativa de obras de três artistas da elite na arte contemporânea angolana, IHOSVANNY, KEYEZUA e BINELDE HYRCAN. O trabalho desses artistas exalam um forte senso da autoexpressão e determinação.

As obras fornecem um comentário pessoal e poderoso sobre direitos humanos, discrepâncias sociais e o caos em cidades angolanas em que os artistas se movimentam, explorando verdadeiros sentimentos e experiências humanas que se manifestam com sinceridade e honestidade nas suas obras, apresentando conceitos de feminismo, economia e cultura, usando um arranjo colorido com diferentes materiais.

A 1-54 Contemporary African Art Fair posiciona-se como um dos espaços de liderança na montra de arte moderna e contemporânea africana em todo o mundo, com galerias de 21 países entre África, Europa, Medio Oriente e América do Norte, incluindo Angola, África do Sul, Alemanha, Bélgica, Costa do Marfim, Dinamarca, Egipto, Espanha, Etiópia, Estados Unidos da América, Emirados Árabes Unidos, França, Gana, Itália, Quénia, Marrocos, Nigéria, Reino Unido, Senegal , Suíça e Tunísia.

IHOSVANNY BIO Nascido na província do Moxico em 1975, Ihosvanny é autodidata e Membro dos chamados Movimento dos Nacionalistas (único movimento, não oficial, de artes plásticas em Angola), integra-se na nova geração de artistas angolanos nascidos depois da independência.

Ihosvanny começou as suas primeiras experiências artísticas em Cuba, onde viveu alguns anos. Foi também lá que ele fez a primeira exposição. Atualmente divide o seu tempo e trabalho entre Barcelona e Luanda. O foco do seu trabalho centra-se nas principais questões ligadas ao urbanismo, físicas (infraestruturas, poluição visual e sonora, consumismo) e psicológicas (comunicação, relações interpessoais). Tem mais de uma dúzia de exposições feitas (individuais e coletivas), em Angola, Uganda, EUA, Brasil, Espanha, Itália, França e Portugal. Integra varias colecções institucionais e privadas, entre elas: Fundação Sindika Dokolo, Fundação Ellipse ou Fundação PMLJ.

BIO Keyezua

KEYEZUA é uma artista Angolana (1988), graduada pela Royal Academy of Arts, The Hague. A artista explora o renascimento Africano como um contador de histórias contemporâneo. A arte de Keyezua cresce em histórias individuais, retratadas em filmes, pinturas, poemas e esculturas. Ela acredita que um artista Africano só pode quebrar a epidémica imagem estigmatizada e o preconceito de África através dos Média, quando os artistas quebrarem o silêncio pela arte Africana e expandirem as suas histórias indígenas com uma nova visão de África. O trabalho da Keyezua já foi exposto em: Angola, Holanda, África do Sul, Estados Unidos, Inglaterra, Etiópia, Nigéria, Mali, entre outros países. Recentemente foi uma das artistas selecionadas no BredaPhoto Festival 2018, onde apresentou a série de fotografias “Floating Nightmares”.

BINELDE HYRCAN BIO

Binelde Hyrcan é um artista multidisciplinar que trabalha com pintura, desenho, escultura, cinema, performance e instalação. Seu trabalho aborda o absurdo representado pelos costumes e atitudes sociais e políticas, em particular, criticando as estruturas de poder e vaidade humana, notável na performance, “King”, onde o artista se sentou em uma jaula no centro de Mônaco e exigiu que os transeuntes o empurrassem. Os seus trabalhos mais recentes incluem o filme Cambeck, um quadro de quatro jovens rapazes na praia de Luanda, sentado em poços de areia e desempenhando papéis de poder – motoristas de limusine na frente e dois homens ricos nas costas, falando sobre suas vidas, “Vou para a América e moro em um prédio; você vai ficar aqui e morar em uma casa feita de latas!”. Além disso, Hyrcan trabalha há algum tempo com galinhas de taxidérmicas, vestidas como reis, rainhas, soldados e juízes. As várias personagens e arranjos que ele exibe destinam-se a ridicularizar o poder exacerbado e os delírios de grandeza. O trabalho de Hyrcan foi exibido na Hamburger Bahnhof (Berlim), no Centre Pompidou (Paris), no Pavilhão Angolano na 56a Bienal de Veneza (Veneza) e no The Jewish Museum, NY, entre outros. Mais recentemente, ele completou uma residência artística na Fundação Delfina, em Londres. As peças da Binelde fazem parte das principais coleções privadas e públicas.

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