Accionistas do Banco Económico desmentem Álvaro Sobrinho

ANGOP




O presidente do Conselho de Administração do Banco Económico e seus accionistas desmentiram, quarta-feira, em Luanda, as declarações proferidas pelo ex-presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Angola (Besa), Álvaro Sobrinho, que alegou “decisão política” como a causa da falência daquela instituição financeira.

De acordo com a nota do Banco Económico, as declarações proferidas em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), terça-feira (11), por Álvaro Sobrinho, foram consideradas “falsas e mentirosas”.

No documento, os accionistas fazem referência aos comunicados do Banco Nacional de Angola (BNA), datado de 20 de Outubro de 2014, e do Banco Central de Portugal , de 3 de Agosto de 2014, onde mencionam passagens que revelam as consequências das acções de gestão protagonizadas pelo empresário angolano.

O comunicado do BNA refere que o risco de descontinuidade da actividade do Besa e o impacto sobre a estabilidade do sistema financeiro fez com que o BNA emitisse uma garantia soberana de curto prazo, enquanto se clarificavam as observações que permitissem conhecer a dimensão real das limitações e desenvolver soluções mais definitivas de normalização financeira da instituição.

A insuficiência das medidas internas de correcção adoptadas e a incapacidade ou indisposição de reforço de capitais pela maioria do capital accionista do BESA, assim como o contínuo agravamento do quadro operacional e financeiro desse banco comercial, resultaram na aplicação de medidas extraordinárias de saneamento pelo supervisor, descreve a nota.

Já o comunicado do Banco Central de Portugal, de 03 de Agosto de 2014, indica que os resultados divulgados em 30 de Julho reflectem a prática de actos de gestão gravemente prejudiciais aos interesses do Banco Espírito Santo, S.A.

Estes actos, refere a nota, traduziram-se num prejuízo adicional na ordem de 1,5 mil milhões de euros face ao expectável na sequência da comunicação do Banco Espírito Santo, S.A. ao mercado e colocou o Banco Espírito Santo, S.A. numa posição de incumprimento dos rácios mínimos de solvabilidade em vigor.

Em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA) foi referido pelo ex- presidente da Comissão do Banco Espírito Santo Angola (Besa), Álvaro Sobrinho, que o Besa faliu por decisão política, tendo em conta as pessoas nele envolvidas.

No seu entender, a narrativa de falência nasceu dos accionistas pois a situação de bancarrota não foi declarada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), auditores da KPMG, conselho fiscal ou outros reguladores internacionais.

A falência do Besa foi declarada a 14 de Outubro de 2014. Na altura tinha 34 agências.

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