Caso da tentativa de burla de 50 mil milhões pode voltar à PGR

O processo judicial da tentativa de burla ao Estado angolano em cerca de 50 mil milhões de dólares, conhecido por “Burla Thailandesa”, pode voltar ao Ministério Público, em função da instrução contraditória requerida pela defesa de um dos arguidos, avançou o Jornal de Angola que cita fontes judiciais.

De acordo com o diário, esta informação foi confirmada ontem, em Luanda, pelo vice-procurador-geral da República, Mota Liz.

Mota Liz esclareceu, segundo a mesma fonte, que normalmente se um acusado, ou o Ministério Público, entender que há elementos que precisam ser esclarecidos pode requerer a instrução contraditória. “O processo vai seguir os trâmites normais e vamos esperar que o juiz se pronuncie ou não”, salientou.

De lembrar que neste processo, foram detidos seis cidadãos estrangeiros e dois angolanos, suspeitos de terem praticado crimes de falsificação de documentos, burla por defraudação, associação de malfeitores e branqueamento de capitais.

Os elementos da rede travada pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), que terão começado a desenvolver actividade criminosa em Novembro de 2017, tentaram defraudar o Estado angolano, quando se diziam proprietários da empresa Centennial Energy Company, Limited, com sede nas Filipinas.

Os supostos burladores chegaram a receber 53 propostas de empresas angolanas, das quais uma terá resultado em burla. O grupo terá simulado dispor de acesso a uma linha de crédito aberta no banco filipino Bangko Sentral NG Filipinas, no valor de 50 mil milhões de dólares. Mas o SIC já tem provas suficientes sobre a inexistência dessa linha de crédito.

Na operação, o SIC apreendeu um cheque supostamente pertencente ao “Bank of China Limited”, com uma soma de 99 mil milhões de dólares do Banco da China (Hong Kong) a favor da Centennial Energy Company, Limited, que serviria de base para operações de burla à pala de promessas de financiamentos a empresas angolanas.

O grupo, que se encontrava hospedado num dos melhores hotéis de Luanda a expensas de uma empresa angolana, deu passos no sentido de criar uma sucursal da Centennial Energy Company, Limited, a Centennial Energy Comércio e Prestação de Serviços, Lda.

Embora tudo tivesse sido feito para a criação da empresa, como a criação de estatutos, denominação, Número de Identificação Fiscal (NIF) e conta bancária, faltava a certificação do investimento. Era preciso confirmar e fazer prova da capacidade financeira de investimento. Foi nessa altura que apresentaram o cheque de 50 mil milhões de dólares.

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