Malária é uma das principais causas de aborto

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A malária constitui uma das principais causas dos casos de aborto, parto prematuro, baixo peso a nascença, bem como anemias em mulheres grávidas, refere o relatório de inquérito de indicadores múltiplos e de saúde (IIMS-2015-2016) lançado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 2016.

Segundo o relatório, esta patologia representa igualmente um problema de saúde pública e é a primeira causa de procura de serviços de saúde nas unidades sanitárias do país.

A malária configura 35 por cento da procura de cuidados curativos, 20 por cento de internamentos hospitalares, 40 por cento de mortes perinatais e 25 por cento de mortalidade materna.

De acordo com o documento, a malária é endémica nas 18 províncias de Angola, representando três níveis de endemicidade epidemiológica: a hiperendémica é mais intensa e ocorre mais no norte do país: Cabinda, Uíge, Malange, Cuanza Norte, Lunda Norte e Lunda Sul.

Já a mesoendémica corresponde as áreas de transmissão moderada onde a ocorrência é estável durante o ano e compreende as regiões centro e sul e costeira (Luanda, Huambo, Zaire, Bengo, Cuanza Sul, Benguela, Bié e Moxico).

A Mesoendérmica instável ocorre nas áreas com períodos curtos de transmissão durante as época chuvosa, descrita como sazonais e ainge as zonas do Namibe, Cunene, Huíla e Cuando Cubango.

O ministério da Saúde definiu no plano estratégico nacional da malária 2016-2020 que prevê intervenções estratégicas de implementação no domínio da prevenção, tratamento de casos, informação, educação e comunicação para a mudança de comportamentos e o fortalecimento do funcionamento do sistema de vigilância epidemiológica, monitorização, avaliação e pesquisa operacional (PENM,2016-2020).

O uso de mosquiteiros tratados com insecticida de longa duração constitui o método de menor custo para a prevenção e controlo da malária.

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