POLÍTICA

Governos devem privilegiar bom relacionamento – João Lourenço

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O Presidente da República, João Lourenço, afirmou nesta quinta-feira, em Luanda, que as relações entre países e instituições podem conhecer momentos altos e baixos, mas que é obrigação em qualquer destas situações trabalhar-se no sentido de fazer com que sejam perenes.

O Chefe de Estado angolano falava na cerimónia de empossamento do novo embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Saraiva de Carvalho Fonseca, nomeado hoje por Decreto Presidencial.

“É nossa obrigação, nestas situações, trabalhar para que as relações sejam profundas e que beneficiem do interesse das partes”, referiu o Presidente angolano, numa referência ao clima menos bom vivido até poucos dias nas relações entre Angola e Portugal.

É desejo do Presidente João Lourenço que os dois países tenham relações de amizade profundas, bem como laços culturais, históricos, seculares e trocas comerciais consideráveis.

Disse que o novo embaixador foi indicado com a missão de representar os interesses de Angola em Portugal, tendo manifestado convicção de que o diplomata conseguirá fazê-lo desde que ambos os países se preocupem em respeitar as normas das relações internacionais.

O Presidente João Lourenço acredita que a missão do embaixador angolano estará facilitada, sobretudo, pelo facto de haver vontade política entre os líderes de ambos os países.

Frisou que as duas diplomacias têm neste momento a responsabilidade de trabalharem na organização de visitas de alto nível que deverão acontecer proximamente, sendo primeiro a do primeiro-ministro português a Angola, seguida de outras.

Carlos Alberto Saraiva de Carvalho Fonseca substitui José Marcos Barrica exonerado, por Decreto Presidencial, no passado dia 23 de Abril.

As relações entre os dois países azedaram-se em função de um processo judicial no Tribunal da Relação de Lisboa (Portugal) no qual é arguido o ex-vice-Presidente de Angola, Manuel Vicente, sob a acusação de corrupção.

Em função de acordos judiciais, as autoridades angolanas defendiam o envio do processo a Luanda, ao contrário do que defendiam as autoridades judiciais portuguesas.

Em Janeiro deste ano, o Presidente João Lourenço afirmou que as relações entre Portugal e Angola iam “depender muito” da resolução do processo de Manuel Vicente e classificou a atitude da Justiça portuguesa, até então, como “uma ofensa” para o país.

A 10 de Maio do corrente o Tribunal da Relação de Lisboa decidiu o envio do processo a Angola.

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