AGRICULTURA

FIDA financia com 7,6 milhões de dólares projeto de recuperação agrícola para Angola




O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Governo angolano assinaram um acordo financeiro de 7,6 milhões de dólares (6,3 milhões de euros), para beneficiar cerca de 8.000 famílias rurais angolanas.

A informação hoje divulgada pelo FIDA refere que o acordo, para o Projeto de Recuperação Agrícola (PRA), foi assinado em Roma, Itália, pelo presidente do fundo, Gilbert Houngbo, e pelo embaixador de Angola e representante permanente de Angola no FIDA, Florêncio de Almeida.

Este financiamento, que visa aumentar a segurança alimentar e nutricional das cerca de 8.000 famílias beneficiárias, está destinado às províncias de Benguela, Cunene e Huíla.

O custo total do projeto é de 7,6 milhões de dólares, abrangendo um empréstimo de cinco milhões de dólares (4,1 milhões de euros) e uma doação de um milhão de dólares (835 mil euros) do FIDA.

O projeto é cofinanciado pelo Governo de Angola (0,7 milhões de dólares), pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (0,5 milhões de dólares) e pelos próprios beneficiários (0,4 milhões de dólares).

Com este projeto serão desenvolvidas infraestruturas de água através da reabilitação e reconstrução de fontes de água multiusos, além de ajudar os pequenos agricultores a desenvolver as habilidades de que necessitam para reduzir a sua vulnerabilidade aos choques relacionados com o clima.

O PRA vai aproveitar o trabalho já realizado e financiado pelo Governo angolano, bem como parceiros de desenvolvimento, no âmbito de diversos programas de emergência, para que as famílias recebam dois pacotes generalizados, um de segurança alimentar, baseado em culturas, e o outro baseado no gado, constituídos por aves domésticas, cabras, ovelhas e suínos, que deverão variar de acordo com o património de cada família.

Com este projeto, as comunidades terão aumentada a produtividade das suas fazendas e melhorada a sua segurança alimentar, mediante a diversificação dos meios de subsistência.

O setor agrícola em Angola contribui apenas com 10 por cento, em média, para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega 44 por cento da população, sendo que mais de metade da população pobre se encontra localizada em zonas rurais, dependendo exclusivamente da agricultura de subsistência para sobreviver.

Angola, que enfrentou perto de quatro décadas de guerra civil, viu o seu setor agrícola devastado e a produtividade paralisada, e desde o fim do conflito armado, em 2002, o Governo angolano tem vindo a envidar esforços substanciais para a retoma de atividade da agricultura, refere o comunicado do FIDA.

“O novo PRA apoiado pelo FIDA ajudará os agricultores de subsistência a aumentar a produção e a produtividade das culturas e da pecuária. Além disso, o impacto das secas prolongadas até 2016 sobre a segurança alimentar foi catastrófico para milhões de habitantes na maioria das áreas do país. O PRA também tratará da questão da insegurança alimentar agravada por repetidos eventos climáticos, como El Niño (secas) e La Niña (inundações) nas áreas alvo”, salienta o documento.

O FIDA já financiou, desde 1991, sete programas e projetos de desenvolvimento rural em Angola, com um custo total de 147,3 milhões de dólares (123,1 milhões de euros) e um investimento do FIDA de 82 milhões de dólares (68,5 milhões de euros), recursos que beneficiaram diretamente 268.600 famílias rurais.

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