ECONOMIA

Reservas de petróleo sobem para o equivalente a 10 anos de produção




As reservas comprovadas de petróleo em Angola estão atualmente avaliadas em 6.000 milhões de barris, equivalente ao ritmo atual a 10 anos de produção, mas apenas um terço com baixo custo.

A informação consta do prospeto da emissão de ‘eurobonds’ de 3.000 milhões de dólares (2.500 milhões de euros), a 10 e 30 anos e com juros acima dos 8,2% ao ano – concretizada pelo Estado angolano este mês -, que foi enviado aos investidores e ao qual a Lusa teve acesso.

No documento de mais de 200 páginas de suporte à operação de colocação de títulos da dívida pública angolana em moeda estrangeira, a segunda do género feita pelo país e denominada “Palanca 2”, é referido que entre 2013 e 2017, foram descobertos em Angola 3.700 milhões de barris de petróleo e 850 milhões de barris de gás.

“Além de expandir as reservas de petróleo de Angola, estas novas descobertas geraram substanciais pagamentos de bónus de descoberta comercial por parte de grupos de empreiteiros ao Estado”, lê-se no mesmo documento.

Em 2015, a administração da Sonangol, concessionária petrolífera estatal angolana, tinha anunciado que as reservas de petróleo em Angola estavam então avaliadas entre 3.500 milhões de barris (categoria de provada) e 10.800 milhões de barris (categoria de provável).

Na informação feita aos investidores, com data deste mês, o Governo angolano atualiza esses valores para 6.000 milhões de barris de petróleo de reservas na categoria de provada e 8.200 milhões de barris na categoria de provável.

Com mais de 1,6 milhões de barris de crude por dia, Angola é o segundo maior produtor de petróleo no continente africano, produto que garante mais de 95% das exportações do país. A este ritmo de produção, as reservas angolanas comprovadas garantem 10 anos de produção.

Contudo, admite o mesmo documento, 66,5% das reservas estão em águas profundas, com custos de produção mais elevados, enquanto as reservas em águas rasas, mais baratas, representam 33,3 por cento.

Já o investimento no setor do petróleo, grande parte concretizado por multinacionais que operam os blocos petrolíferos, desceu de 20.190 milhões de dólares (16.850 milhões de euros) em 2014, para 5.945 milhões de dólares (4.960 milhões de euros) em 2017.

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