POLÍTICA

Presidente da República quer melhoria da assistência pediátrica e oncológica

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O Presidente da República, João Lourenço, orientou neste sábado a adopção de medidas para a melhoria da assistência médica pediátrica, oncológica e aos pacientes com queimaduras.

As indicações foram passadas durante as visitas efectuadas aos hospitais Neves Bendinhas “dos Queimados”, “Oncológico” e pediátrico “David Bernardino”.

De acordo com a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, a situação no hospital Pediátrico, onde várias crianças partilham uma cama, deverá ser resolvida, com a melhoria ou a criação de pelo menos cinco unidades de referência em Luanda, para descongestionar esta unidade.

Quanto a carência de pessoal médico e de enfermagem, disse estar previsto o lançamento de um concurso público, que deverá mitigar a situação, a par de acções de formação especializada para melhorar a assistência aos petizes.

Sublinha que o pessoal a admitir vai entrar já num processo de formação nas especialidades, para resolver os problemas dos cuidados primários nas áreas de pediatria, obstetrícia, medicina interna, saúde pública, cirurgia, entre outras.

Enalteceu a assinatura de acordos para angariamento de financiamentos para às unidades hospitalares, incluindo com a petrolífera SONANGOL e ENDIAMA.

Sílvia Lutukuta confirmou que o orçamento do programa de investimentos públicos para 2018 contempla a reabilitação do Hospital dos Queimados e a construção de uma nova unidade, para descongestionar a unidade localizada no bairro Popular, no distrito urbano do Kilamba Kiaxi.

Disse que o Chefe de Estado, João Lourenço, constatou os principais problemas do Centro Oncológico, a única a nível nacional.

Reconheceu não haver disponibilidade de construir um novo de momento, mas que o programa de desenvolvimento da saúde perspectiva, a médio e longo prazo, criar unidades oncológicas nas zonas Norte, Leste, Centro e Sul do país, para evitar que os pacientes se desloquem necessariamente à Luanda para tratamento.

A ministra considera necessárias campanhas de sensibilização e promoção da saúde, visando o diagnóstico precoce das doenças oncológicas.

Considera que um dos grandes dramas da sociedade angolana é de que quase 85 por cento dos doentes chega ao hospital já em estado terminal.

Espera a médio prazo adquirir unidades móveis para o diagnóstico do câncer da mama, um dos mais frequentes registados nas unidades sanitárias.

Declarou que a nova área de ética e humanização trabalha na criação de gabinetes de utentes mais actuantes, com legislação competente, para atender as reclamações dos pacientes.

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