ECONOMIA

INE pede às empresas que “arrumem as contas” para facilitar estatísticas

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O diretor-geral do Instituto Nacional de Estatística (INE) lamentou hoje que as empresas angolanas não tenham o “hábito” de “arrumar as contas trimestralmente”, o que tem influência no resultado dos dados estatísticos.

Camilo Ceita falava hoje na divulgação das Contas Nacionais Anuais 2009-2016 e do Produto Interno Bruto Trimestral, 2010-2017.

O responsável pediu às empresas que passem a organizar as suas contas, para que possam ser utilizadas pela Administração Geral Tributária, mas agora também pelo INE.

“Isto é um trabalho que está agora a ser feito, daí que as contas trimestrais têm este pequeno senão”, disse Camilo Ceita, referindo-se às incongruências entre os dados trimestrais e anuais.

O INE suspendeu a divulgação do PIB trimestral em 2017 porque os resultados, sobretudo os anuais, que resultavam dos trimestrais, davam uma referência muito grande, em termos de revisão.

“Como mandam as regras internacionais, achamos por bem suspender a publicação e verificar do que é que se estava a tratar”, explicou Camilo Ceita.

Segundo o responsável, durante o tempo de suspensão da divulgação de dados foi feito um trabalho com os setores, para que a informação de base viesse com a maior qualidade possível.

“Estamos em crer que agora temos qualidade de informação ‘trimestralizada’ maior do que antes. (…) Isto é um trabalho que deve continuar e gostaríamos de apelar aqui aos presentes que apoiassem o INE, porque a cedência de informação é vital”, disse o responsável.

Camilo Ceita referiu que estão a decorrer vários trabalhos neste momento, nomeadamente inquéritos de despesas e receitas, económicos à conjuntura das empresas e famílias, licenças de construção, “que vão também melhorar as contas nacionais”.

Para quem se refutar a dar informação, o INE vai utilizar a sua prerrogativa de Lei sobre as Transgressões Estatísticas, informou o diretor-geral daquela instituição.

“Há aqui uma série de elementos que nós estamos neste momento a trabalhar para melhorar cada vez mais as contas nacionais e não só providencial informação estatística para quem decide, quem tem que estudar, fazer análises económicas”, disse.

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