ECONOMIA

TAAG com perdas acima de mil milhões de dólares pede injeção de capital ao governo




A companhia aérea angolana de bandeira TAAG, precisa de uma injeção de capital na ordem de 952 milhões de dólares, por parte do Governo, para eliminar as perdas acumuladas no balanço, superiores a 1.063 milhões de dólares, segundo o seu presidente do Conselho de Administração, José Kuvíndua.

O responsável falava terça-feira, em Luanda, no seminário metodológico de harmonização da comunicação e marketing do Ministério dos Transportes, onde apresentou o plano estratégico da companhia para o período 2018/2022.

Referiu que a posição de caixa da TAAG poderá deteriorar-se ainda mais devido aos pagamentos de empréstimos de aeronaves, revisões planeadas de motores e manutenção de aeronave, apesar das projecções positivas de desempenho operacional.

Por isso, é importante a recepção atempada do subsídio de combustível e uma nova injecção de capital para eliminar o défice no balanço, devido a perdas passadas.

Acrescentou que, uma nova injecção de USD 100 MN a USD 150 MN seria ideal para a companhia, para os próximos dois anos, a fim de melhorar a posição de capital circulante e facilitar o programa de aquisição da frota.

Estender as garantias soberanas para o apoio do programa de renovação da frota da TAAG, disponibilização de divisas para manter os serviços regulares, bem como proporcionar aos passageiros os serviços básicos a bordo são, entre outros, pontos avançados pelo responsável.

Um montante mínimo de 10 milhões de dólares deve ser concedido a cada mês, segundo o responsável.

“A administração da TAAG agradece aos ministérios dos Transportes e das Finanças e as outras entidades governamentais relevantes, por todo apoio concedido à companhia no passado, apesar das condições macroeconómicas desafiadoras, tanto a nível local como global”, enalteceu.

A escassez de moeda estrangeira para atender as despesas regulares e a incapacidade do governo de capitalizar a companhia aérea para limpar as perdas passadas restringiu a capacidade da administração de adoptar decisões mais estratégicas para expandir o negócio.

Acrescentou que a administração tem lutado para manter a operação, considerando os desafios anteriores. Devido às condições económicas globais, várias companhias aéreas internacionais declararam falência em 2017 e muitas outras companhias aéreas provavelmente sairão de negócios no futuro próximo.

“É extremamente importante que o governo amplie proactivamente o apoio prestado a administração, procurando implementar medidas de suporte acima das concedidas até ao momento, para manter a operação da companhia de bandeira”, sublinhou.

Entre outros desafios, a TAAG quer alcançar a segurança e confiabilidade dentro dos padrões mundiais – menos de 15% dos voos atrasados em mais de 15 minutos (85% “na hora”) e menos de 0,5% de atrasos relacionados com a manutenção, com factor de conclusão de 100%.

Tornar-se numa companhia aérea com quatro estrelas “Skytrax” (actualmente tem três) e reduzir as reclamações dos clientes, os atrasos/perdas de bagagem, segundo as normas internacionais, são, entre outras, metas a alcançar pela companhia de bandeira nacional

Comentários do Facebook
<script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js"></script>
<ins class="adsbygoogle"
     style="display:block"
     data-ad-format="autorelaxed"
     data-ad-client="ca-pub-7513151535689663"
     data-ad-slot="7531535151"></ins>
<script>
     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
</script>