SOCIEDADE

Comissão de Gestão da CVA diz que vice indicado por Isabel dos Santos não tem legitimidade

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A Comissão de Gestão da CVA (Cruz Vermelha de Angola) diz não ter nenhuma informação oficial sobre a indicação do então vice-presidente do Conselho Executivo, Elias Piedoso Chimuco, ao cargo de presidente interino daquela instituição humanitária.

Segundo o presidente da comissão de gestão, Baltazar Mateus Pedro, tiveram conhecimento da informação através das redes sociais, salientando ser inconstitucional, uma vez que ele fazia parte da direcção eleita em 2006 e que já deveria cessar em 2012.

“Não há nenhum documento oficial sobre a indicação de Elias Chimuco ao cargo de presidente interino e nem houve encontro com responsáveis e voluntários da Cruz Vermelha” salientou.

Considerou que Elias Chimuo aceitou o cargo não para resolver os problemas da CVA, mas para se servir dela através do património que possui.

Numa fase em que o país está assolado pela malária a Cruz Vermelha devia intervir com acções de sensibilização se não estivesse sem actividades por falta de estratégia da direcção aliada à falta de salários há 13 meses.

Baltazar Pedro diz que a comissão de gestão continua a trabalhar para a realização da quarta assembleia-geral em Agosto próximo, em Luanda, estando nesta fase a revisar os estatutos e a elaborar o plano estratégico da organização para os próximos cinco anos.

A comissão de gestão foi criada em Fevereiro deste ano com o slogan de tirar a Cruz Vermelha da crise em que se encontra.

De acordo com uma nota publicada a 27 de Abril, Isabel dos Santos deixou de exercer a função de presidente da CVA por motivos familiar e pessoal, nos termos do artigo 26º, nº 2, dos Estatutos tendo indicado Elias Piedoso Chimuco.

De acordo o informe, no dia 5 de Abril, Isabel dos Santos informara ao Conselho Executivo Nacional que, para assegurar o normal funcionamento da instituição, indicou o nome do então vice-presidente, até que sejam cumpridas as formalidades legais e estatutárias previstas para a nomeação normal de um novo presidente.

A Cruz Vermelha de Angola foi criada a 16 de Março de 1978 desde então, presta assistência social e médica as pessoas mais carentes.

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