POLÍTICA

João Lourenço defende melhor distribuição da riqueza nacional

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O Presidente da República, João Lourenço, defendeu em Lusaka, capital da Zâmbia, uma melhor distribuição da riqueza nacional.

O presidente angolano recorreu a um dito popular segundo a qual “não se deve puxar a brasa para a sua sardinha” para enfatizar que a riqueza nacional não pode beneficiar apenas a uma pessoa ou a um grupo restrito de pessoas.

João Lourenço falava, na noite de quarta-feira, durante um encontro com uma representação da comunidade angolana residente na Zâmbia no cumprimento da agenda de trabalho da sua visita de 48 horas a este país.·

O Chefe de Estado respondia a questão colocada por uma representante da comunidade que, de forma sábia, se referiu a esta questão. ‘’O Presidente disse que estava plenamente de acordo em que as outras brasas possam também assar as sardinhas dos outros”.

Para isso, afirmou, é preciso que alguma coisa seja feita e disse que pouco a pouco está-se a trabalhar nesta direcção, com a tomada de medidas concretas, susceptíveis de mudar o actual cenário.

Apontou, nomeadamente, o fim dos monopólios, a concorrência (citou a recente aprovação, pela Assembleia Nacional, da lei respectiva) que visa a imposição de recurso a concurso público para as grandes empreitadas do Estado.

Todo este conjunto de medidas, asseverou o Presidente da República, concorrem para o mesmo sentido: “evitar que a brasa asse apenas a sardinha de uma pessoa ou de um pequeno grupo de pessoas”.

João Lourenço considerou ser uma batalha que ainda não está ganha mas “está sinalizado o caminho a seguir e estamos optimistas e esperançados que havemos de vencer”.

Num improviso seguido com bastante atenção pelos presentes, o estadista angolano disse que Angola vai renascer com as boas políticas que os políticos traçarem e, sobretudo, com o trabalho de todos os angolanos.

“Que não se olhe apenas para aquilo que o Presidente da República e o Executivo venham a fazer” referiu dizendo que isso não significa furtar-se às suas responsabilidades, prometendo dar o melhor de si. Exortou, contudo, todos os angolanos onde quer que estejam, dentro ou fora do país, a participarem do processo.

Pediu a cada um, no seu posto, naquilo que sabe e deve fazer, que procure fazê-lo com profissionalismo, dedicação e amor porque só assim o país irá renascer.

Durante o encontro, de cerca de uma hora, os representantes da comunidade angolana na Zâmbia, estimada em perto de 20 mil cidadãos, colocaram uma série de questões concretas de índole social, ao que o Presidente disse ter tomado boa nota delas, mas que preferia não respondê-las de pronto, para não fazê-lo “a quente”.

O Presidente João Lourenço termina nesta quinta-feira a sua visita com uma deslocação a uma unidade industrial, antes de partir para a Namíbia, onde efectuará igualmente uma visita de Estado de 48 horas.

Nesta sua deslocação, faz-se acompanhar da primeira dama, Ana Dias Lourenço, membros do seu gabinete e do Executivo.

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