ECONOMIA

Quantum Global acusa o fundo soberano de recorrer à táticas intimidadoras

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A Quantum Global, gestora de activos com sede na Suíça, acusou o Fundo Soberano de Angola de recorrer à táticas intimidadoras, após o congelamento de bens por ordem judicial, num processo judicial alargado em múltiplas jurisdições.

O fundo FSDEA, avaliado em 5 mil milhões de dólares, anunciou na sexta-feira que pretende afastar a Quantum Global como gestora de seus activos, porque está preocupado com a forma como os seus fundos estavam a ser investidos.

A Quantum Global, que foi nomeada em 2012 e fez a maior parte dos seus investimentos em 2015, respondeu dizendo que todo o dinheiro do Fundo Soberano sob a sua gestão está contabilizado e auditado.

No domingo, em comunicado à imprensa divulgado no seu portal, Quantum Global informou que um tribunal britânico teria concedido na sexta-feira, dia 27, um pedido do FSDEA “para uma ordem mundial de congelamento em várias empresas do Grupo Quantum Global”, embora ainda não lhe tenha sido entregue os documentos judiciais.

“A Quantum Global lamenta o facto de o FSDEA ter recorrido à táticas de intimidação ao lançar acções legais em múltiplas jurisdições, em vez de procurar uma solução negociada ou arbitragem de acordo com os acordos contratuais”, afirmou a agência em comunicado.

Reiterou que pretende resolver a situação com o FSDEA de uma forma amigável.

Neste mês, as Ilhas Maurícias congelaram mais de 90 contas bancárias e suspenderam licenças comerciais ligadas à QG Investments Africa Management, após uma visita àquele país do ministro das Relações Exteriores Manuel Augusto.

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