POLÍTICA

Posição de JES na presidência do MPLA torna-se insustentável




Se as informações postas a circular nas redes sociais forem verdadeiras, a posição de José Eduardo na presidência do MPLA tornou-se insustentável, levando João Lourenço presidir sexta-feira, dia 16 de março, a reunião do Bureau Político onde será marcado a data para a realização de um congresso extraordinário que decidirá sobre a saída José Eduardo dos Santos da presidência do MPLA.

Numa nota de imprensa distribuída na noite de terça-feira, dia 13 de março, o MPLA afirma não existir clivagem no seu do partido e que a onda de especulações, fazendo crer o contrário, são falsas.

Informações postas a circular nas redes sociais, dão conta que altas figuras do MPLA como Dino Matross, Roberto de Almeida, Rui Falcão e João Lourenço puseram José Eduardo contra parede sobre a questão da realização do congresso que decidirá sobre a sua saída.

A mesma mensagem revela ainda que José Eduardo, sentindo-se pressionado, disse que não poderia estar presente na reunião do BP que se realiza na sexta-feira, dia 16, e na tentativa de delegar para Paulo Kassoma a presidência da reunião da referida reunião, João Lourenço tomou de assalto a palavra dizendo que hierarquicamente cabia a ele presidir a reunião e, segundo a mensagem ficou marcado que na reunião de sexta-feira será discutido uma data para a realização do congresso onde se decidirá sobre a saída de José Eduardo dos Santos.

Por sua vez, o Departamento de Informação e Propaganda do Comité Central do MPLA, afirma reagindo a estas informações que hoje circularam nas redes sociais e não só, sobre supostas divergências no seio do partido, dizendo que “não correspondem à verdade”, e que, “portanto o partido mantém-se coeso e pronto para discutir, democraticamente, todos os assuntos da actualidade política de Angola”.

A luz dos recentes acontecimentos, como a acusação feita por Carlos Saturnino durante a conferência de imprensa realizada dia 27 de fevereiro, que marcou os 42 anos de existência da Sonangol e os 100 primeiros dias da actual administração, segundo qual, a anterior gestão presidida por Isabel dos Santos transferiu, um dia após a sua exoneração, 38 milhões de dólares para uma empresa sediada no Dubai, a Matter Business Solutions. Prova que a posição de José Eduardos Santos no seio do partido está fragilizada porque, de acordo com alguns analistas nacionais e estrangeiros, as acusações feitas contra Isabel dos Santos, constituem um ataque directo a José Eduardo dos Santos. Portanto não é estranho que se ele foi afrontado publicamente, através da sua filha acusando-a de ter desviado 38 milhões de dólares, que o mesmo também se tenha sucedido a portas fechadas, na reunião do Bureau Político que teve lugar nesta segunda-feira.

Ao se confirmarem estes factos, significa que a posição José Eduardo dos Santos na presidência do MPLA tornou-se insustentável e que, após 38 anos como líder desta mesma força, sai pela porta dos fundos.

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