POLÍTICA

Luta pela liderança do MPLA toma contornos alarmantes




Ao que tudo indica a transição que se previa pacífica, pode acabar em sangue.

Até recentemente o processo de transição do antigo ao novo poder parecia correr de forma pacífica, embora os relatos de lutas de poder, em surdina, entre João Lourenço e José Eduardo Santos nos corredores do Kremlin.

Porém, os camaradas na pessoa do seu porta-voz, Norberto Garcia, negaram qualquer crispação entre os dois e vieram ao público dizer que estava tudo bem.

Mas a acusação feita ao endereço de Isabel dos Santos por Carlos Saturnino, durante a conferência de imprensa que marcou os 42 anos de existência da petrolífera estatal, segundo o qual, a anterior administração da Sonangol transferiu 38 milhões de dólares, um dia após ter sido exonerada, conta uma história diferente, foi um ataque directo a José Eduardos Santos no intuito de o pressionar a abandonar a presidência do partido, demonstrando claramente que a luta pela liderança do MPLA, atingiu contornos alarmantes.

O licenciamento à reforma do general Helder Vieira Dias “Kopelipa”, principal aliado militar de José Eduardo dos, seguido da nomeação de Fernando Garcia Miala, pior inimigo militar de Kopelipa, para chefiar o Serviço de Informação Secreta do Estado, denota um escalar de tensão e agudiza ainda mais o receio expresso por alguns analistas sobre a possibilidade, de dentro em breve, começarmos a ver assassinatos ou envenenamentos de pessoas ligadas ao MPLA.

Como alertou Lopo de Nascimento em entrevista ao Jornal Expresso, e muito bem, “dois galos não cabem no mesmo poleiro”. Julga-se justo que depois de 38 anos a frente dos destinos da nação e do partido que sustenta o governo, dos Santos deixe João Lourenço assumir a liderança do partido, como advogou Lopo de Nascimento e um grupo de figuras proeminente do MPLA, onde destacam-se os nomes de João Luís Neto “Xietu”, André Pita “Petroff” e Alexandre Rodrigues “Kito” e o general António França “Ndalu”

Portanto há necessidade de todos actores sociais evidenciarem esforços para que, este processo de transição que começou bem, também acabe bem. Evitando a todo custo, o recurso a violência que certamente pode perigar estabilidade política do país.

A nomeação do general Miala demonstra que João Lourenço está “atento” as manobras de José Eduardo, como disse Lopo de Nascimento. Mas sobretudo, é um sinal de trompeta, mostrando que está preparado para a guerra.

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