ECONOMIA

Três altas patentes das FAA envolvidos na tentativa de burla dos 50 biliões de dólares

Partilhar

O grupo de cidadãos de nacionalidade angolana, tailandesa, canadiana e eritreia que tentaram defraudar o governo angolano com uma linha de crédito falsa de 50 biliões dólares, inclui também três altas patentes das Forças Armadas Angolanas.

Os dados foram revelados hoje em conferência de imprensa pelos Serviços de Investigação Criminal (SIC). Os nomes dos referidos efectivos das Forças Armadas não foram revelados, mas o responsável do SIC adiantou que o processo envolvendo estas figuras foi remetido à Direção Nacional de Investigação e Ação Penal da PGR, órgão com competência para a instrução dos processo que envolvem individualidades que gozam de forro especial”.

Os outros elementos, oito no total, encontram-se desde sábado último em detenção. O grupo é composto por 2 angolanos, 4 tailandeses, 1 canadiano e 1 eritreu.

O Jornal de Angola revelou que 6 dos oito elementos foram detidos numa unidade hoteleira da capital, sábado, dia 3 de março, sob acusação da prática dos crimes de falsificação de documentos, burla por defraudação, associação de malfeitores e branqueamento de capitais.

De acordo com o SIC, os mesmos tentaram defraudar o Estado angolano fazendo se passar como proprietários de uma empresa denominada Centennial Energy, Ltd, com sede nas Filipinas que pretendia financiar projectos em Angola através de uma linha de crédito de 50 biliões de dólares que, estava já a ser negociada com 53 empresas incluindo o Banco de Negócios Internacional (BNI).

A informação chegou ao público através de denúncias feitas nas redes sociais. Numa nota de imprensa distribuída sábado, dia 3, o BNI fez saber que “tendo tomado conhecimento que circula através das redes sociais a sua ligação a uma operação internacional de elevado montante proposta por uma empresa tailandesa e destinados a projectos a realizar em Angola, cumprindo as boas práticas internacionais no domínio de compliance, remeteu a referida operação para as autoridades competentes darem o devido tratamento legal”.

Comentários do Facebook

Partilhar
<script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js"></script>
<ins class="adsbygoogle"
     style="display:block"
     data-ad-format="autorelaxed"
     data-ad-client="ca-pub-7513151535689663"
     data-ad-slot="7531535151"></ins>
<script>
     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
</script>