Ex-Presidente brasileiro Lula da Silva começou a depor em tribunal de Curitiba

Lusa




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O ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva, começou hoje a ser ouvido num tribunal de Curitiba, num segundo caso do processo da Operação Lava Jato.

Lula da Silva começou a ser ouvido pelas 15:00 (17:00 em Lisboa), num processo em que é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sendo suspeito de ter recebido benefícios ilícitos numa quinta no interior de São Paulo, como suborno.

Esta foi a primeira vez que o ex-Presidente do Brasil deixou as instalações da Polícia Federal, onde está preso desde abril, a cumprir pena.

Não há relatos de incidentes durante o trajeto feito pelo histórico político do Partido dos Trabalhadores até ao local do interrogatório, em Curitiba. No entanto, os apoiantes de Lula da Silva encontram-se em frente à sede da Polícia Federal, onde Lula está preso, e junto ao prédio da Justiça Federal, onde decorre o depoimento.

A audiência começou às 14:00 (16:00 em Lisboa) com o depoimento do empresário José Carlos Bumlai, também réu no processo. Bumlai, que responde pelo crime de lavagem de dinheiro, foi interrogado durante uma hora.

O processo e a operação Lava Jato estavam sob a responsabilidade do juiz Sérgio Moro, que recentemente se afastou do caso após aceitar a nomeação para o Ministério da Justiça no futuro governo do Presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Assim, o ex-Presidente está a depor perante a juíza substituta do processo, Gabriela Hardt.

Na acusação deste processo, os procuradores afirmam que algumas reformas feitas pelas construtoras Odebrecht e OAS numa quinta frequentada por Lula da Silva e sua família, na cidade de Atibaia, no interior do estado de São Paulo, teriam sido pagas como parte de um acordo de suborno para que estas empresas fossem beneficiadas em contratos com a Petrobras.

O Ministério Público Federal (MPF) brasileiro alega que as construtoras gastaram pelo menos 700 mil reais (166 mil euros) em reformas no imóvel entre os anos de 2010 e 2014.

A quinta está registada em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna, mas os procuradores disseram acreditar que o imóvel na verdade pertenceria ao ex-presidente brasileiro.

Já os advogados de defesa de Lula da Silva afirmaram nos autos do processo que o ex-Presidente não é dono do imóvel e que apenas frequentava o local.

Os advogados também entendem que não foi comprovado pela acusação que o antigo chefe de Estado brasileiro seja culpado dos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais de que foi acusado neste caso.

Lula da Silva já foi condenado noutro processo da Operação Lava Jato, que investigou a propriedade um apartamento de luxo na cidade do Guarujá e atualmente cumpre uma pena de 12 anos e um mês de prisão.

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