100 Anos de Bergman comemorados com olhar Angolano




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“Através dos Olhos Angolanos” é o título de uma exposição colectiva, organizada pela Embaixada da Suécia em Angola para assinalar o centenário do realizador sueco, Ingmar Bergman, a inaugurar no próximo dia 13 de Novembro, às 18:00, no ELA – Espaço Luanda Arte.

O desafio, lançado pela Embaixada da Suécia em Angola, consistia em desenvolver uma interpretação livre, tendo por base a vasta obra de Bergman, um dos maiores cineastas do mundo. A resposta ao desafio surge, então numa mostra tripartida que envolve Cinema, Fotografia e Moda, assumida pelos jovens artistas Angolanos: Ery Claver, Ivan Café, Loyd Ana Vasconcelos e os estudantes do Instituto Superior de Arte.

Bergman “Através dos Olhos Angolanos” propõe revisitar quatro décadas, as mais significativas da obra cinematográfica do realizador sueco e com os filmes: “Sétimo Selo” (1956), “Persona” (1966), “Gritos e Sussuros” (1972) e “Fanny e Alexander” (1982), os artistas Angolanos transportaram a dimensão estética, a construção dramática do trabalho de Bergman para o contexto de Luanda.

A nota curatorial reforça a universalidade do realizador sueco que em cada obra teatral, filme, ou roteiro, procurava que cada indivíduo pudesse rever-se nas suas histórias. Focando exaustivamente, o lado psicológico dos personagens, famílias disfuncionais, a mortalidade, a solidão, angústia, a fé e o Homem entre Deus e diabo.

“‘Eu deito-me na cama e pergunto se é a mesma coisa para todos ou se algumas pessoas têm mais talento para viver’, disse um dos seus personagens. Creio que esta questão atormentava Bergman e a sua busca para compreender a humanidade, permitindo-lhe existir. Cabe-nos agora revivê-lo através dos nossos olhos”, lê-se na nota.

Até ao próximo dia 24 de Novembro, os Luandenses poderão conhecer um pouco mais da vida e obra do realizador sueco com “Através dos Olhos Angolanos”, um título também inspirado no filme “Através de um espelho” de Bergman.

Ernest Ingmar Bergman nasceu em Uppsala, a 14 de Julho de 1918. Estudou teatro, na Universidade de Estocolmo e estreou-se na vida artística, escrevendo a peça teatral “Morte de Kasper” em 1941. Quatro anos depois, ainda através da escrita, fez o roteiro do filme, “Hets” e só em 1945, realizou o seu primeiro filme: “Kris”.

Ganhou três Óscares da Academia, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, em 1961 com “A fonte da virgem”, um ano depois com “Através de um espelho” e em 1984 com “Fanny e Alexander”. Levou o prémio de Melhor Director, em 1958, no Festival de Cannes com o filme “No limiar da vida” e nesse mesmo ano, arrebatou também o Urso de Ouro, no Festival de Berlim com “Morangos Silvestres”. Por fim, foi galardoado com o Prémio de Honra, o Leão de Ouro, no Festival de Veneza, em 1971. Aos 85 anos realizou o seu último filme: “Saraband”. Morreu em casa, na Ilha de Faro, a 30 de Julho de 2007 com 89 anos.

O ´ELA – Espaço Luanda Arte´ encontra-se situado no prédio da De Beers, na Rua Rainha Ginga, nº87 – 4º piso.

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